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Porto Alegre, domingo, 14 de maio de 2017. Atualizado às 22h33.

Jornal do Comércio

Opinião

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artigo

Notícia da edição impressa de 15/05/2017. Alterada em 14/05 às 21h19min

Sulgás pública, lucrativa e estratégica

Juliana Brizola
O Estado precisa de lucro ou arrecadação? Respondo: o Rio Grande do Sul precisa dos dois. A Sulgás, apenas em 2016, gerou R$ 37 milhões de arrecadação em ICMS e mais de R$ 130 milhões de lucro líquido. Valores que contribuirão para financiar despesas de saúde, educação e segurança. A demanda por energia cresce no mundo inteiro. Manter o setor de distribuição em poder do Estado é sinônimo de estratégia, crescimento, capacidade de atrair indústrias, de gerar mais empregos e, por consequência, aumentar a arrecadação. Aos que não sabem, a Sulgás realiza os investimentos com capital próprio. O Estado vende patrimônio lucrativo para iniciativa privada que, por sua vez, aportará ao Estado dinheiro público. Foi assim na venda da Vale do Rio Doce, na qual o aporte de recursos públicos superou 90%, contraídos juntos ao Bndes. A Sulgás pode e deve contrair empréstimos com o Bndes para realizar os investimentos necessários. Porém, só não o faz porque o comando do governo prefere entregar o nosso patrimônio ao privado.
Há quem diga que, se a iniciativa privada estivesse no comando desse serviço, teríamos investimentos bilionários. Porém, a realidade tem se mostrado outra. São os governos que vivem socorrendo as empresas privadas, como é o caso das teles, nas quais o governo federal pretende entregar cerca de R$ 100 bilhões para que façam investimentos.
Ao contrário do que qualquer governo faria, o Estado gaúcho pretende se desfazer de um patrimônio rentável. Estimativas dão conta de que a venda da Sulgás representará o abatimento de menos de 1% do montante da dívida do Estado. É como se uma pessoa que recebe aposentadoria, mas também trabalha como Uber, resolvesse vender o seu carro, uma fonte de renda extra e lucrativa, para pagar apenas 1% da sua dívida. O que ocorre? Restarão, ainda, 99% da dívida. Porém, agora, a pessoa não possui mais a renda gerada pelo carro. Talvez seja esse, realmente, um verdadeiro "negócio da China"? Creio que sim. Agora, compreendo melhor o porquê de o governador sempre ter escondido sua real sigla, vendendo que o seu partido é o "Rio Grande".
Deputada estadual (PDT)
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