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Porto Alegre, domingo, 14 de maio de 2017. Atualizado às 22h33.

Jornal do Comércio

Opinião

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artigo

Notícia da edição impressa de 15/05/2017. Alterada em 14/05 às 21h19min

Papel do educador contemporâneo

Ronaldo Mota
Para pensar o papel do docente nos tempos atuais, é preciso entender que os educandos já não são os mesmos, assim como o mundo nos quais os estudantes estão imersos. Sendo assim, há poucas alternativas ao educador, a não ser se reconfigurar para não se tornar inócuo ou mesmo deixar de existir.
Uma mudança diz respeito às chamadas competências metacognitivas. Destaco aprendizagem independente, solução de problemas complexos, perseverança, autocontrole emocional e cumprimento simultâneo de multitarefas em equipe, predicados para o pensamento crítico e a capacidade analítica dos alunos. Educar tem se tornado mais complexo, porque abarca o imprescindível conteúdo acadêmico, mas introduz, adicionalmente, novas exigências e perspectivas. No passado recente, a formação de um profissional estava bastante centrada na aquisição de um conjunto bem delimitado de conteúdos. Mas o mundo mudou rapidamente, e os desafios apresentam ingredientes basicamente imprevisíveis.
Ingressamos em uma sociedade na qual a informação está acessível. Aprender a aprender passa a ser tão ou mais relevante do que simplesmente aprender. Em um mundo de educação permanente ao longo da vida, a formação metacognitiva é um diferencial significativo na capacidade dos futuros profissionais em enfrentar os problemas que lhes serão apresentados. Cabe ao educador ampliar as competências dos alunos. Preparar os docentes para explorar essas capacidades é um dos maiores desafios da educação atual, e ainda estamos aprendendo a formar tais professores. Esse educador é imprescindível para a geração de profissionais e cidadãos que colaboram com uma sociedade mais justa, com desenvolvimento econômico, social e sustentável.
Reitor da Universidade Estácio de Sá
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