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Porto Alegre, quinta-feira, 11 de maio de 2017. Atualizado às 22h44.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 12/05/2017. Alterada em 11/05 às 19h34min

É preciso combater o extremismo

Miriam Marroni
As últimas pesquisas sobre as eleições presidenciais de 2018 no Brasil apresentam uma preocupante informação: o avanço rápido do extremismo. Alicerçado na pré-candidatura do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), o radicalismo reacionário da extremadireita ganha adeptos entre uma população que sofre um bombardeio midiático contra a classe política.
Fenômenos como esse não são nenhuma novidade e, apesar de já terem deixado cicatrizes profundas na história da civilização ocidental, costumam vir à tona em países atordoados por algum tipo de crise política, econômica ou cultural. O nazifascismo que mergulhou o mundo na II Guerra Mundial surgiu em um momento no qual a população alemã sentia-se pressionada pela crise econômica e com sua autoestima despedaçada após a derrota na I Guerra Mundial.
Naquele terreno fértil, o discurso conservador, populista, racista e ultranacionalista germinou dando origem a uma ideologia e um governo abominados até hoje, com toda razão. A ascensão de um programa político conservador nos Estados Unidos, com a eleição de Donald Trump, e o crescimento da extrema-direita na França, com Marie Le Pen, são exemplos mais recentes sobre os quais devemos refletir e discutir para evitar que esta onda ultraconservadora se instale no Brasil. Afinal, nossa jovem democracia recentemente golpeada, sempre prezou o respeito às garantias de direitos e liberdades individuais. Aceitar e repetir um discurso extremista deturpado, feito sob medida para um senso comum raso contaminado por apelos midiáticos encharcados de ódio é, no mínimo, uma grande irresponsabilidade para com uma nação que, em vários momentos de sua história, se colocou em defesa da liberdade e da igualdade e que, inclusive, enviou parte de sua juventude para lutar em campos de batalhas contra a ameaça do nazifascismo europeu na Segunda Guerra.
Por mais distante que as eleições de 2018 pareçam estar, é tempo de refletir sobre esse discurso que traz à tona uma cultura racista, homofóbica, misógina e xenófoba, e que é capaz de nos dividir como nação. Como povo, não podemos aceitar esse tipo de retrocesso, não podemos sequer pensar em deixar para as futuras gerações uma herança maldita como essa.
Deputada estadual (PT)
 
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