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Porto Alegre, segunda-feira, 01 de maio de 2017. Atualizado às 22h44.

Jornal do Comércio

Opinião

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artigo

Notícia da edição impressa de 02/05/2017. Alterada em 01/05 às 20h34min

Igreja Católica e Lutero, 500 anos

Irani Mariani
Na edição da primeira quinzena de março/2017, o jornal Solidário, católico, publicou, sob o título "Lutero não queria fundar nova igreja", manifestação do bispo de Novo Hamburgo/RS, Dom Zeno Hastenteufel, em depoimento dado à Rádio Vaticano em outubro/2016. Dom Zeno fala sobre os justos motivos que levaram Martinho Lutero, no início do século XVI, através de 95 teses, a se insurgir contra a cúpula do Vaticano, entre elas a venda de indulgências para a construção da Basílica de São Pedro em Roma, sob promessa de os compradores obterem a salvação eterna. Lutero, por não se redimir, foi excomungado, preso e levado para uma prisão. Depois foi expulso do império alemão, mas foi acolhido por um príncipe, no Castelo de Wartburg, onde traduziu para o alemão a Bíblia, até então só escrita em latim. Parabéns a Dom Zeno por manifestação tão verdadeira e sincera.
Sabemos que a Igreja Católica se uniu ao Estado no início do ano de 313 e passou a se arvorar o direito de vida e de morte sobre seus súditos por mais de 1500 anos, tudo ao arrepio da doutrina cristã, pois Jesus Cristo sempre rejeitou qualquer tipo de poder político, pregava a humildade e a transformação do ser humano a partir do seu interior e não das aparências externas. Na minha visão, a Igreja Católica não sucumbiu graças às instituições religiosas, lideradas por pessoas realmente santas, inclusive muitas delas perseguidas e injustiçadas pela cúpula do Vaticano.
Lamentavelmente, até o Papa Francisco está sofrendo os ranços da cúpula do Vaticano, com origem na malsinada união com o Estado, pois está tendo dificuldades de fazer reformas que já deveriam ter sido feitas há mais de século, como é o caso, por exemplo, de se atribuir vida em permanente pecado a quem se descasa e casa de novo, negando-lhe a Eucaristia, como se condenado fosse. Teremos que aguardar mais 500 anos para a cúpula do Vaticano acabar com absurdos como esse?
Advogado e ex-seminarista
 
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