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Porto Alegre, quinta-feira, 18 de maio de 2017. Atualizado às 23h11.

Jornal do Comércio

Internacional

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Venezuela

Notícia da edição impressa de 19/05/2017. Alterada em 18/05 às 19h35min

Maduro envia 2,6 mil homens aos estado de Táchira

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, determinou, na noite de quarta-feira, o envio de 2 mil guardas nacionais e 600 militares ao estado de Táchira, que, desde o fim de semana, enfrenta saques e protestos que deixaram quatro mortos. O reforço foi anunciado após uma noite com ataques a instalações estatais e ao comércio na região, na fronteira com a Colômbia. O governo e a oposição se acusam mutuamente de serem os responsáveis pela violência.
O ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, responsabilizou os antichavistas por enviarem homens encapuzados para atacar uma base militar de San Cristóbal, capital do estado, que foi alvo de coquetéis molotov. "Nos preocupa profundamente que estas células, estes focos, tomem dimensões superiores devido ao chamado de uns atores políticos, especificamente da oposição, que têm se aproveitado rapidamente disso", disse. Para ele, o aumento da violência em Táchira é uma ação orquestrada. Ele ainda acusou seus adversários de usarem infiltrados para responsabilizar o governo e agravar o desabastecimento.
O envio de militares, diz o ministro, é uma segunda fase do chamado Plano Zamora. Anunciado em 18 de abril, ele envolve todas as forças, mas seus detalhes são desconhecidos.
Para o líder opositor Henrique Capriles, o reforço militar faz parte de uma estratégia que inclui também o aumento do uso dos coletivos (milícias armadas chavistas) na repressão às manifestações.
Pelo menos 20 lojas foram saqueadas em San Cristóbal e nove delegacias incendiadas. Duas pessoas morreram baleadas, elevando para 45 o número de vítimas nos protestos desde o início de abril. Também na quarta-feira, o Conselho de Segurança da ONU debateu pela primeira vez a crise venezuelana. A embaixadora dos EUA, Nikki Haley, pediu esforços para obrigar Caracas a acabar com a violência. O representante venezuelano na organização, Rafael Ramírez, acusou a Casa Branca de financiar a oposição para derrubar Maduro e de querer uma guerra, como no Iraque, na Líbia e na Síria.
 
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