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Porto Alegre, quinta-feira, 18 de maio de 2017. Atualizado às 00h48.

Jornal do Comércio

Internacional

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Estados Unidos

Notícia da edição impressa de 18/05/2017. Alterada em 17/05 às 20h39min

Aprovação é a pior desde a posse

'Nenhum presidente foi tratado tão injustamente quanto eu', diz Trump

'Nenhum presidente foi tratado tão injustamente quanto eu', diz Trump


DREW ANGERER/DREW ANGERER/AFP/JC
Pesquisa da Morning Consult e do site Politico.com mostra que a aprovação do republicano Donald Trump atingiu nova mínima. Os indicadores, divulgados ontem, se somam a vozes cada vez mais crescentes em solo norte-americano que creem já haver indícios para um impeachment do presidente.
A sondagem foi realizada antes da divulgação de reportagens segundo as quais o presidente compartilhou informações secretas com autoridades da Rússia e teria pressionado pelo arquivamento de uma investigação do FBI, porém após a demissão do diretor do FBI, James Comey. No levantamento, a aprovação de Trump está em 42%, com quase a metade dos eleitores registrados desaprovando o desempenho do empresário na presidência. A pesquisa anterior mostrava 46% de aprovação, com 47% de desaprovação. A sondagem tem margem de erro de 2 pontos percentuais.
O deputado republicano pelo Michigan Justin Amash, de 37 anos, foi o primeiro do partido a afirmar que há mérito para o impeachment se comprovado que Trump pediu a Comey para encerrar uma investigação federal. Questionado ontem se os detalhes envolvendo um memorando que Comey escreveu após reunião com Trump em fevereiro justificariam um impeachment, Amash disse: "Sim".
Republicanos na Câmara passaram a apoiar o estabelecimento de uma comissão independente para investigar as relações entre Trump e a Rússia. Além de Amash, Walter Jones (Carolina do Norte) e Adam Kinzinger (Illinois) se mostraram favoráveis a isso.
Já Trump tem feito o que costuma fazer de melhor no governo: atacar a imprensa. Ontem, em uma cerimônia de formatura da Academia da Guarda Costeira, em Connecticut, ele afirmou que "nenhum político na história" foi tratado de maneira tão má e injusta quanto ele.
"Você não pode deixar que seus críticos impeçam seus sonhos. Talvez por isso nós tenhamos vencido a eleição", declarou. O republicano também afirmou que, apesar das críticas ecoadas pelos meios de comunicação a seu governo, ele "conquistou muito em pouquíssimo tempo" e que "o importante é que o povo entende o que estou fazendo". "Eu não fui eleito para servir à mídia de Washington, mas ao povo", disse.
 

Comitê de Inteligência do Senado pede ao FBI memorandos de James Comey

O Comitê de Inteligência do Senado pediu que o FBI entregue memorandos preparados pelo ex-diretor da agência federal, James Comey, sobre as conversas que ele teve com a Casa Branca ou com o Departamento de Justiça sobre a investigação da suposta ligação entre a campanha presidencial de Donald Trump com a Rússia, durante as eleições em 2016, informou o Washington Post.
O Comitê de Inteligência do Senado também quer que o ex-diretor testemunhe diante da Casa, em sessões abertas e fechadas, assim como o diretor interino do FBI, Andrew McCabe.
McCabe ainda deve fornecer ao Comitê qualquer anotação que Comey possa ter feito em relação às discussões com a Casa Branca sobre os esforços da Rússia para influenciar as eleições.
O jornal The New York Times informou, na terça-feira, que Trump pediu a Comey que encerrasse uma investigação sobre Michael Flynn, conselheiro de Segurança Nacional que renunciou em janeiro após a imprensa revelar que ele havia mentido ao vice-presidente, Mike Pence, sobre contatos com russos. O memorando de Comey, que ainda não foi visto por ninguém, seria uma evidência de que o presidente tentou influenciar a investigação, o que poderia levar a uma crise ainda mais grave. Caso se comprove verdadeiro o conteúdo do suposto memorando, aumentariam as suspeitas de que Trump agiu para obstruir a Justiça e abafar os inquéritos sobre os elos de sua campanha presidencial com a Rússia.
Ontem, o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou estar disposto a fornecer ao Congresso a transcrição da conversa ocorrida na semana passada na Casa Branca entre Trump e o chanceler Sergei Lavrov. Ele também rebateu os relatos da imprensa, segundo os quais Trump teria repassado a Lavrov informações confidenciais fornecidas por Israel sobre uma potencial ameaça do Estado Islâmico com o uso de laptops em aviões. O compartilhamento teria sido feito sem a permissão das autoridades israelenses e poderia comprometer a segurança de um colaborador.
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