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Porto Alegre, terça-feira, 16 de maio de 2017. Atualizado às 22h45.

Jornal do Comércio

Internacional

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Estados Unidos

Notícia da edição impressa de 17/05/2017. Alterada em 16/05 às 20h35min

Trump diz ter 'direito absoluto' de trocar dados com Moscou

Compartilhamento teria ocorrido em encontro de Trump com Lavrov

Compartilhamento teria ocorrido em encontro de Trump com Lavrov


RUSSIAN FOREIGN MINISTRY/RUSSIAN FOREIGN MINISTRY/AFP/JC
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse ontem que tem "direito absoluto" de compartilhar informações com a Rússia. O republicano não deixou claro, porém, se repassou dados confidenciais a autoridades de Moscou durante encontro na Casa Branca na semana passada.
"Como presidente, quis compartilhar com a Rússia (em um encontro abertamente marcado na Casa Branca), o que tenho todo o direito de fazer, fatos relacionados ao terrorismo e segurança em aviões. Além disso, quero que a Rússia intensifique seu combate contra o Estado Islâmico e (EI) o terrorismo", afirmou o presidente em um canal oficial.
Reportagem do jornal Washington Post revelou, na véspera, que o presidente teria repassado informação altamente confidencial a autoridades sobre uma potencial ameaça da milícia terrorista EI relacionada ao uso de laptops em aviões. A reportagem diz respeito à visita do chanceler russo, Sergei Lavrov, e do embaixador do país nos EUA, Sergey Kislyak, à Casa Branca há uma semana.
O tema seria tão sensível que os EUA não teriam dividido a informação confidencial nem com governos aliados - e poucos integrantes do governo norte-americano também tinham acesso ao conteúdo.
A Casa Branca e o Kremlin rebateram a reportagem, classificando-a de "falsa". Trump recebeu os representantes da Rússia em um timing controverso: no dia seguinte à demissão do então diretor do FBI (polícia federal norte-americana), James Comey, que liderava as investigações sobre possíveis elos de membros da equipe do republicano com Moscou durante a campanha eleitoral.
Apesar da sensibilidade das informações que teriam sido compartilhadas, Trump não cometeu irregularidades. Pela lei norte-americana, o presidente tem discricionariedade para lidar com informações de interesse nacional da maneira que achar pertinente.
Conforme o jornal The New York Times, as informações de inteligência compartilhadas com autoridades russas foram fornecidas por Israel. O país não confirmou ser a fonte das informações.
"Israel tem total confiança em nossa relação de compartilhamento de inteligência com os Estados Unidos e pretende aprofundar essa relação nos próximo anos sob o presidente Trump", disse, em nota, o embaixador israelense em Washington, Ron Dermer.
 
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