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Porto Alegre, terça-feira, 16 de maio de 2017. Atualizado às 22h45.

Jornal do Comércio

Geral

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Limpeza urbana

Notícia da edição impressa de 17/05/2017. Alterada em 16/05 às 21h34min

Descarte inadequado de lixo é alvo de campanha

Lixo acaba se espalhando por ruas e praças da Capital

Lixo acaba se espalhando por ruas e praças da Capital


JONATHAN HECKLER/JC
Igor Natusch
Uma breve caminhada pela região central revela os problemas que envolvem a limpeza urbana em Porto Alegre. Além das dificuldades no serviço prestado pela prefeitura, em especial a pouca abrangência e a frequência da coleta seletiva, a própria população deixa de colaborar em algumas questões. A reportagem do Jornal do Comércio pôde constatar vários contêineres, dedicados ao lixo orgânico, cheios de material reciclável, que tem dias específicos de recolhimento e não deve ser depositado junto aos detritos orgânicos. Do mesmo modo, grande quantidade de lixo acaba ficando nas calçadas ou no meio-fio, às vezes até mesmo no entorno dos cestos coletores.
Para tentar conscientizar a população a fazer a sua parte - e para alertá-la de sanções, caso não o faça -, a prefeitura iniciou ontem a Semana Cidade Limpa, com uma série de oficinas, peças de teatros e visitas a espaços de reciclagem, além de mutirões e ações de fiscalização. A atividade inaugural, no Largo Glênio Peres, contou com uma homenagem aos trabalhadores que fazem a limpeza diária, já que ontem foi celebrado o Dia do Gari.
Um dos focos da campanha é informar o público sobre o Código Municipal de Limpeza Urbana, que prevê multas a quem descartar lixo incorretamente. As ações, com coordenação do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), preveem abordagem a transeuntes e moradores de diferentes áreas, esclarecendo sobre as infrações previstas na lei.
Atualmente, a cidade recicla bem menos resíduos do que poderia. Conforme a prefeitura, até 23% do material encaminhado ao aterro em Minas do Leão poderia permanecer na cidade, abastecendo os centros de triagem e sendo destinado à reciclagem. Isso significa que cerca de 276 toneladas de lixo reaproveitável são desperdiçadas, todos os dias. Em reforço, um estudo da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, em parceria com o Observatório da Política Nacional de Resíduos Sólidos, mostra que apenas 4,6% dos recicláveis gerados em Porto Alegre são efetivamente aproveitados. Parte da demanda reprimida é absorvida pelos catadores e carrinheiros, que separam o lixo aproveitável de dentro dos contêineres e o comercializam por conta própria.
Em paralelo, a prefeitura amplia as ações contra uma manifestação que, segundo os gestores, contribui negativamente para a falta de limpeza em Porto Alegre. Durante o lançamento da Semana Cidade Limpa, o prefeito Nelson Marchezan Júnior assinou projeto de lei antivandalismo, que agora será enviado à Câmara Municipal.
Se aprovado, o texto ampliaria as atribuições da Guarda Municipal, dando aos agentes poder fiscalizatório e permitindo que atuem para coibir infrações contra o Código de Posturas da Capital. A ideia, diz o prefeito, é que pichadores paguem "multa pesada", e que seja facilitada a ação para quem busque denunciar depredações ou lançamento irregular de lixo em ruas e terrenos baldios.
 
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