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Porto Alegre, quarta-feira, 24 de maio de 2017. Atualizado às 22h15.

Jornal do Comércio

Dia da Indústria 2017

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COMÉRCIO

Notícia da edição impressa de 25/05/2017. Alterada em 24/05 às 19h30min

Comércio espera dias melhores

Koch aposta na próxima estação

Koch aposta na próxima estação


JOÃO ALVES/JOÃO ALVES/DIVULGAÇÃO/JC
As pesquisas sobre o comportamento da economia projetam um cenário que o comércio varejista percebe com antecedência na rotina dos seus estabelecimentos. Ultimamente, a sensação dominante é de que "parou de piorar", e o termômetro representado pelo nível de empregos aponta nessa direção. Estudo realizado pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FCDL-RS) indica que, em março, pelo terceiro mês consecutivo, o Estado apresentou crescimento de empregos formais. Foram 5.236 novos postos de trabalho, uma alta de 9% diante do mesmo período de 2016. Foi o melhor desempenho no País e, com isso, o Estado já acumula no trimestre um saldo positivo de quase 24 mil empregos, superando em 32,2% os três primeiros meses do ano passado.
O presidente da FCDL-RS, Vitor Augusto Koch, considera que o resultado, além de ser expressivo, "mostra a recuperação da atividade econômica do Rio Grande do Sul, sendo um passo importante para superar a recessão que predominou no território gaúcho nos últimos dois anos e meio". Ele acredita que a geração de mais empregos e renda, em breve, terá reflexos importantes também na retomada da empregabilidade no varejo. Em março, ainda houve uma redução de 2.101 postos de trabalho no varejo, explicada pela dispensa de colaboradores temporários que estavam, em sua maioria, no Litoral gaúcho. As dispensas foram registradas em cidades como Capão da Canoa, Tramandaí, Torres, Cidreira e Xangri-Lá. No entanto, em centros maiores de consumo, houve boa reação nas contratações, com destaque para municípios como Santa Maria, Caxias do Sul e Pelotas.
Koch afirma ainda que a redução das temperaturas, a partir de agora, é outro fator que irá impulsionar o setor. "Aumentam as vendas de têxteis, que têm valor agregado mais alto." Há muita negociação entre a indústria e o comércio para a colocação dos artigos da nova estação, e os descontos que forem conseguidos serão repassados para o consumidor final. Começa também a temporada em que as pessoas ficam mais em casa, o que estimula arrumações, movimentando o segmento de móveis e decoração. O presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Porto Alegre (CDL-POA), Alcides Debus, igualmente acredita que o segundo semestre será melhor, com o aumento do nível de confiança, que irá refletir nas vendas.
O presidente da Federação do Comércio de Bens e Serviços do Estado do Rio Grande do Sul (Fecomércio-RS), Luiz Carlos Bohn, considera que, se ainda não há otimismo, "o pessimismo se reduz a cada pesquisa". Ele pondera que as avaliações relativas às condições atuais, apesar de apresentarem um incremento nos últimos meses, ainda são negativas. "No que diz respeito às expectativas para o futuro, por sua vez, os empresários do comércio já estão bastante otimistas", complementa.
Em uma demonstração de que acredita na recuperação da economia, a Lojas Renner anunciou que irá investir em 2017 pelo menos R$ 500 milhões na abertura de 68 novas lojas, entre elas três unidades no Uruguai. Atualmente, a rede conta com 450 pontos, entre unidades da bandeira Renner, Camicado e Youcom. Com a meta de expansão, a rede alcançará 518 pontos neste ano, chegando a 825 unidades em 2021. O objetivo da empresa é ser a maior e melhor fashion retailer (varejista de moda) das Américas. Hoje, o grupo já é o maior do segmento no Brasil e faturou R$ 8,6 bilhões em 2016. No final do ano passado, haviam sido emitidos 27,4 milhões de Cartões Renner, e o ticket médio atingiu R$ 204,28. Em março, a empresa inaugurou a nova sede administrativa, na Zona Leste de Porto Alegre.
O novo prédio tem 32,7 mil metros quadrados e está adequado à certificação Leed (Leadership in Energy and Environmental Design), que valida edificações sustentáveis.

É preciso ser mais criativo e agressivo nas vendas

Drebes mantém planejamento de chegar a 154 lojas até final do ano
Drebes mantém planejamento de chegar a 154 lojas até final do ano
LEBES/DIVULGAÇÃO/JC
Fundada em São Jerônimo, em 1956, a Lojas Lebes já ultrapassou a fronteira do Rio Grande do Sul, com a abertura no ano passado da loja em Criciúma, a primeira em Santa Catarina. Com ajustes de processos e mais produtividade, o presidente da empresa, Otelmo Drebes, filho dos fundadores, mantém o planejamento de chegar, até o final do ano, a 154 lojas. Ele revela que, para julho, está prevista a inauguração da nova filial, bem no coração do Centro de Porto Alegre, no edifício Guaspari, que está em fase de reformas, num investimento estimado entre R$ 8 milhões e R$ 10 milhões.
Os sete andares estão sendo preparados para receber os diversos departamentos da Lebes, de vestuário a móveis, eletroeletrônicos e eletrodomésticos, além de um restaurante no quarto andar e um café no sétimo andar. A previsão é de que cerca de 70 funcionários sejam contratados para a operação direta da nova loja. Drebes afirma que, nesses novos tempos, o comércio precisa ser ainda mais criativo e agressivo nas vendas, definindo ofertas e estabelecendo com critério planos de pagamento sem juros, que sejam acessíveis e, ao mesmo tempo, não comprometam o negócio.
"Existe uma série de indicadores macroeconômicos que revelam melhoras, e o cenário mostra que caminhamos para a retomada", afirma. Segundo ele, no comércio, o mais significativo é a retomada do nível de emprego, para que as pessoas recuperem a renda e possam realizar suas compras com tranquilidade. "O comércio é o primeiro que sente a crise e o último que se recupera", constata Drebes. Ele acrescenta, ainda, que, mesmo quando melhoram os índices de emprego, o impacto no comércio demora 30 dias para ser sentido.
Em relação ao resgate das contas inativas do FGTS, ele avalia que foi usado para consumo imediato e ajudou a movimentar um pouco os negócios. Pelos dados da Caixa Econômica Federal, no Rio Grande do Sul, até abril, mais de 652,5 mil trabalhadores já haviam sacado os recursos disponíveis nas duas primeiras fases.
O valor injetado na economia chegou a R$ 942,2 milhões e equivale a 87,6% do total inicialmente previsto para as duas fases, que era de R$ 1,075 bilhão.
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