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Porto Alegre, quinta-feira, 18 de maio de 2017. Atualizado às 23h08.

Jornal do Comércio

Economia

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Tecnologia

Notícia da edição impressa de 19/05/2017. Alterada em 18/05 às 21h17min

Bancos migram cada vez mais para o mundo digital

Falta de normas impede expansão da certificação digital, diz Scarpato

Falta de normas impede expansão da certificação digital, diz Scarpato


MARCELO G. RIBEIRO/MARCELO G. RIBEIRO/jC
Guilherme Daroit
Por muito tempo símbolos comuns de estruturas pouco dinâmicas, os bancos e instituições financeiras estão perdendo a carranca e tornando-se cada vez mais digitais. A tendência, que aproxima o setor dos outros segmentos, veio para ficar e ganhará ainda maior força no futuro breve, segundo especialistas em tecnologia. A preocupação com o movimento, porém, reside na segurança, que exigirá medidas mais confiáveis para evitar ataques de potencial destrutivo. O tema foi debatido em painel nesta quinta-feira, no segundo e último dia do 10º Fórum TI Banrisul, na Capital.
Segundo o diretor executivo para o mercado de serviços financeiros da Atos, José Ricardo Munhoz, há quatro pontos principais no processo: uma visão 360° do cliente, a integração com as fintechs, o foco nos serviços e, claro, a segurança. "Não é mais aceitável que o cliente passe a semana toda fazendo simulações de financiamento no site do banco e, quando ele for à agência, seja recebido com um 'como posso te ajudar?', sem que o atendente tenha qualquer informação", argumenta Munhoz. Em termos de gestão, seria necessário acabar também com as divisões de equipes por produto, que faz, hoje, com que muitas vezes a mesma empresa ofereça duas vezes o mesmo tipo de serviço para um cliente.
As próprias agências bancárias já estão mudando, se transformando em espaços para consultas e ajuda ao cliente. A evolução trazida pelas fintechs, empresas de cunho tecnológico voltadas a serviços financeiros, também não pode ser descartada. "Cada dia surge um novo serviço, rápido e simples, que melhora a experiência do cliente", diz o gerente de soluções inovadoras da Huawei, Ricardo Mansano.
Outra fronteira já aberta mas com potencial para crescimento é a assinatura digital. "Nesse mundo, porque não se pode alterar a certificação?", projeta o gerente comercial da Certisign, Arthur Scarpato. Embora haja 7,1 milhões de certificados digitais no Brasil, comenta o gerente, ainda há locais, como hospitais, que até digitalizam documentos, mas não se desfazem dos papéis. "Digitalizam, portanto, porque querem fazer análise das informações depois", atesta Scarpato, que estima que esse comportamento ainda tenha longa vida enquanto não houver normativas ou legislação que permitam o descarte de documentos públicos físicos.
A armazenagem em nuvem também é praticamente mandatória. "Não há como não migrar, principalmente nas áreas com maior potencial de crescimento, que não se consegue atender com a infraestrutura de TI própria", continua Mansano. O problema é que, geralmente, espaços públicos de armazenagem ainda possuem níveis menores de segurança, necessidade ainda maior após ataques como o do ransomware WannaCry, na semana passada, que afetou empresas em mais de 150 países.
"Violações de dados tem crescido enormemente, e ataques como esse devem se tornar mais comuns", analisa o gerente de engenharia de sistemas da VMware, Rodrigo Bertoloto. Para evitar investidas tão destrutivas quanto a da semana passada, seria preciso adotar medidas de segurança em toda a cadeia, como firewalls em todos os dispositivos ligados. "A segurança hoje é muito preocupada com o perímetro, como um castelo com aquelas muralhas em volta, mas que, se um cavalo de troia consegue entrar, se alastra rapidamente", afirma Bertoloto. Protegendo cada ponto, segue o executivo, seria possível isolar a máquina infectada e eliminar a expansão lateral do ataque.
 
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