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Porto Alegre, quinta-feira, 18 de maio de 2017. Atualizado às 23h08.

Jornal do Comércio

Economia

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Tecnologia

Notícia da edição impressa de 19/05/2017. Alterada em 18/05 às 22h18min

Clientes brasileiros já analisam a adoção do SAP Leonardo

Multinacional apresenta suas novidades ao mercado durante a Sapphire 2017

Multinacional apresenta suas novidades ao mercado durante a Sapphire 2017


SAP/SAP/DIVULGAÇÃO/JC
Patricia Knebel, de Orlando
O Leonardo Digital Innovation System está no centro da estratégia da SAP para os próximos anos, e a expectativa também é grande no Brasil. Clientes presentes no Sapphire 2017, que acontece em Orlando esta semana, falam sobre o desafio de acompanhar, na implantação, a velocidade de lançamentos da multinacional. Mas, não escodem a empolgação.
Muitos estão entrando em contato pela primeira vez com essa solução, que integra tecnologias como Big Data, Machine Learning, Analytics, Internet das Coisas (IoT) e Blockchain. "Foi um anúncio que nos impressionou bastante, justamente por reunir esse conjunto de soluções em uma única proposta. Vamos sentar com a SAP e analisar essa adoção", relata o gerente de sistemas da Usiminas, Rolim de Camargo S. Junior. Ele é um dos 150 clientes brasileiros da multinacional presentes no evento.
A novidade chega no momento em que a Usiminas está mergulhada nas discussões sobre a Indústria 4.0, um movimento do mercado voltado para iniciativas que possam melhorar o processo produtivo. Até por isso, o Leonardo pareceu tão impactante, admite: "Hoje em dia são vários fornecedores oferecendo soluções no mercado, mas com iniciativas que não estão integradas, o que acaba se tornando um problema na hora de decidir a implantação. A abordagem da SAP direciona os esforços nessa área".
A Aché Laboratórios Farmacêuticos está prospectando neste momento parceiros para implementar projetos de Inteligência Artificial. Ao que tudo indica, achou. "Nenhuma das soluções que avaliamos até agora tinham todo esse escopo do Leonardo. Vamos sentar com a SAP para rever o nosso roadmap e avaliar as possibilidades", afirma o gerente de tecnologia da Aché, Eduardo Kondo. O foco da companhia é criar um chatbot para o atendimento dos seus sete milhões de consumidores, que ligam para tirar dúvidas, por exemplo, sobre o uso de medicamentos. Ao usar essa tecnologia para os contatos mais básicos, será possível deixar o call center dedicado a questões mais específicas.
A presidente da SAP Brasil, Cristina Palmaka, acredita que o Leonardo vai ajudar a simplificar a vida dos clientes no momento em que eles estão começando a se transformar. "Todos com quem estou conversando aqui estão animadíssimos. De fato, o Leonardo abre um leque de novas possibilidades", avalia.
Segundo ela, a tecnologia tem um papel fundamental para reverter o jogo neste momento difícil vivido atualmente pelo Brasil. "Uma das formas de fazer as companhias crescerem é expandindo as receitas e reduzindo as perdas por ineficiência. O Leonardo ajuda a levar inteligência aos negócios e gerar mais inovação", aponta.
A SAP Brasil pretende iniciar logo os protótipos em clientes brasileiros, especialmente de manufatura, varejo e negócios de TI. A presença do SAP Labs, em São Leopoldo, deve acelerar esse processo. "O Labs permite que a gente materialize todas essas novidades e, desta forma, vamos conseguir abraçar essa inovação de forma fantástica", projeta.

Área de seguros tem grande potencial para implementar sistema

A indústria de seguros, como de automóveis, propriedade e de saúde, deve ser uma das grandes beneficiadas com a adoção do Leonardo.
Em um futuro breve, os dados coletados hoje por estas companhias para avaliar o valor da apólice de seguro de carro, por exemplo, estarão ultrapassados. A ideia da SAP é que com as soluções que estão dentro do guarda-chuva do Leonardo, os dados de um condutor que está em alta velocidade sejam reportados para uma central de dados em tempo real e passem a ser processados para entender o comportamento x impacto do risco.
O resultado disto poderá ser a percepção da necessidade de um aumento do valor da apólice de seguros, em função das caraterísticas do motorista. Só nesse processos foram envolvidas tecnologias como IoT (Internet das Coisas), Hana e Analytics. Sem falar do Machine Learning, na medida em que a máquina passa a aprender os comportamentos para gerenciar os níveis de sinistralidade e aprender com esses comportamentos. "Isso gera uma quebra de paradigma nos negócios das seguradoras", comenta o VP de Estratégia de Indústrias da SAP, Tonatiuh Barradas.
O mesmo vale para a área de manufatura, onde a inteligência embutida em uma máquina de lavar poderá disparar um alerta para o fabricante de que algo vai acontecer a partir da leitura remota do comportamento de alguma peça. Não é de se estranhar se um técnico aparecer na casa do consumidor antes mesmo dele saber que o seu eletrodoméstico está prestes a pifar.
Isso tudo não é exatamente uma novidade no mercado; a integração sim. "O Leonardo consolida esse grupo de tecnologias vanguardistas. Na medida em que as empresas passam a transformar essa coleção de dados em algo estruturado para a geração de valor para as pessoas e para o negócio, é que toda essa tecnologia se torna palpável", conclui.

Solução cocriada com Stara é incorporada ao portfólio

Dados em tempo real ligados a sistemas de gestão ajudam das decisões
Dados em tempo real ligados a sistemas de gestão ajudam das decisões
SAP/SAP/DIVULGAÇÃO/JC
Uma empresa gaúcha, de Não-Me-Toque, assumiu um papel importante no lançamento do SAP Leonardo Digital Innovation System. É a Stara, que já era uma cliente de Internet das Coisas (IoT) da SAP.
A fabricante de máquinas agrícolas desenvolveu um protótipo, em parceria com o SAP Labs Latin America, que permite usar a IoT para a coleta de dados dos tratores, semeadoras, distribuidores e pulverizadores. Os produtores podem usar as informações em tempo real e de forma integrada com os sistemas de gestão para tomar decisões sobre processos de plantação, preparo do solo, pulverização e colheita.
O gerente de TI da Stara, Rafael Eduardo da Costa, conta que esse projeto começou em 2015, quando a Stara resolveu lançar um sistema de telemetria para conectar com a nuvem todos os dados que chegavam via computador de bordo das suas máquinas agrícolas. Com isso, os produtores passaram a acessar essas informações em tempo real e por meio de dispositivos web, tablets e smartphones.
Foi quando os seus clientes passaram a questionar a possibilidade de integrar esse sistema de telemetria aos de gestão que a SAP entrou na jogada. "Começamos um projeto de coinovação no SAP Labs e conectamos a nossa plataforma ao SAP Cloud Plataform", conta. No final de 2015, iniciaram as provas de conceito e, agora, a iniciativa virou um produto comercializado pela SAP, o Connected Agriculture. om o tempo, existe a possibilidade de o player de agronegócios avançar no uso dessa solução, incorporando outras tecnologias. "Estamos felizes, pois queremos ajudar a espalhar adoção da IoT e fornecer soluções que aumentem a produtividade do agronegócio", afirma Costa. As duas empresas vão discutir nas próximas semanas o modelo de negócios de venda da solução.
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