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Porto Alegre, sexta-feira, 19 de maio de 2017. Atualizado às 04h11.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado financeiro

18/05/2017 - 15h49min. Alterada em 19/05 às 04h12min

Como investidores devem agir durante a turbulência política no Brasil

Apesar de momento de turbulência, recomendação é não tomar decisões agora

Apesar de momento de turbulência, recomendação é não tomar decisões agora


NELSON ALMEIDA /AFP/JC
Como era esperado, a turbulência política respinga no mercado financeiro, colocando na ordem do dia a pergunta: "sou investidor, o que devo fazer?". E é bom separar investidor de especulador, cuja função é agir, atendendo a seus interesses e ao jogo do mercado. A recomendação das gestoras Empiricus Research, Fundamenta e Liberta Global é de esperar a situação ficar mais clara, portanto nada de sair tomando decisões e mudando a estratégia ou o lugar e tipo de aplicações, seja em bancos (renda fixa e variável) ou no mercado acionário.  
No começo da manhã, assinantes da newsletter da Empiricus, que atua exclusivamente em consultoria e orientação digital sobre investimentos, acordaram com a mensagem na caixa de correio eletrônico com o assunto (e o alerta): "O que faremos hoje".
O hoje é esta quinta-feira, 18 de maio, dia seguinte ao tsunami da denúncia colocando no epicentro do estremecimento o presidente Michel Temer e seu aval, revelado em gravações em poder do STF, para comprar o silêncio do ex-deputado federal Eduardo Cunha, preso em Curitiba. Além disso, há denúncia de dinheiro repassado pela JBS ao senador afastado Aécio Neves (PSDB).
A primeira resposta da Empiricus sobre o que fazer é: "Nada. Absolutamente nada". O recado é: deixem as posições (aplicações) onde estão. Depois de garantir que a gestora monitora o mercado e que dará novas orientações tão logo a situação ficar mais clara ou mudar, o analista Felipe Miranda observa: "Sugerimos paciência, diligência e tolerância à volatilidade. Vai ser sofrido, mas essas virtudes, associadas ao apego a uma filosofia de investimento, serão recompensadas no longo prazo. Foi assim no passado, tem sido assim agora e não há por que supormos algo diferente à frente."
Miranda reforça a quem não entendeu a recomendação: "Estamos no meio do tiroteio e, nessas situações, mexer-se é a pior das soluções. O momento é de extrema incerteza e falta de visibilidade. É muito cedo para qualquer conclusão e, sinceramente, ninguém sabe o que vai acontecer".
O analista diz que no cenário pode ter renúncia de Temer, impeachment ou nada disso. Chega a citar que um nome de consenso para assumir o leme do País poderia ser o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Também previne que o dia será de "sangue" para o mercado. Bolsa e dólar vão abalar, que é o que se registra desde cedo. Miranda então recorre ao verso de uma música de Arnaldo Antunes, em O Poder. "Pode ser sim, pode ser não; eu só não sei, por que eu e você não pode não."
Os gestores da Fundamenta, com sede em Porto Alegre, reforçam que é prudente, "em um dia como hoje", aguardar mais informações e "não agir de forma impulsiva". "Houve uma grande quebra de expectativas em relação à aprovação das reformas, que o mercado deverá digerir entre hoje e amanhã", opina o sócio da Fundamenta Valter Bianchi Filho. O economista defende que a Reforma da Previdência é imprescindível para equilibrar a parte fiscal do país. "Mas mesmo se a mesma não for aprovada, o país voltará a crescer, porém de forma mais lenta."
O diretor da Liberta Global Leandro Ruschel observa que o primeiro passo "é manter a calma e avaliar toda a posição", referindo-se ao perfil de investimentos. "Ainda é muito cedo para fazer grandes mudanças na carteira. A incerteza é muito grande. Eu esperaria a situação ficar um pouco mais clara para reorganizar a carteira", opina Ruschel.
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