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Porto Alegre, quinta-feira, 18 de maio de 2017. Atualizado às 23h11.

Jornal do Comércio

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 19/05/2017. Alterada em 18/05 às 20h37min

República abalada

No momento em que o País dava sinais de recuperação na economia e o emprego mostrava melhora, uma "bomba", estrategicamente posicionada por empresários da JBS, deixa todos perplexos e a República abalada. Começa uma crise em meio a especulações de caminhos a serem tomados - até mesmo a renúncia do presidente Michel Temer (PMDB). Na metade da tarde, o presidente fez um pronunciamento claro e direto, de que não vai renunciar.
País vai parar
O deputado federal gaúcho José Fogaça (PMDB) disse que as perspectivas são sombrias: "vejo a situação muito grave, e o que está visível desde logo é que para tudo: reformas e mudanças na economia". Para Fogaça, "isso é algo que não depende da vontade de ninguém. Vai acontecer automático e coletivamente. Esse País vai parar. A questão da situação do presidente é muito delicada", assinalou. Na opinião de José Fogaça, impeachment, como pedem alguns parlamentares, é improvável. "O problema são os prazos legais e constitucionais. Leva quase um ano de discussão em comissões. Até que se dê a posse de um novo presidente, acabou o mandato. Os prazos estão muito curtos para isso. Uma solução prática e imediata para o País seria uma atitude do presidente. Nem falo em renúncia. É óbvio que a atitude do presidente neste momento seria o ato mais recomendável, mais prático."
Eleições gerais
Eleições gerais, segundo Fogaça, "a própria Câmara não aprovaria uma emenda constitucional para eleições gerais. Eu até seria favorável. Mas temos ainda a questão de prazo. Para convocar eleições gerais para a presidência da República, teríamos vários problemas: um deles é a manipulação, num prazo muito curto. As eleições teriam menos transparência, menos regularidade; candidatos antigos e novos. Aventureiros do passado e aventureiros do futuro poderiam se aproveitar da situação do momento". 
Leis iguais para todos
A senadora gaúcha Ana Amélia Lemos (PP) declarou que "a sociedade está perplexa e atônita. Temer deve renunciar para apressar o desfecho da gravíssima crise. A régua moral e a lei são iguais para todos. A saída precisa ser constitucional", finalizou a senadora. 
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