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Porto Alegre, terça-feira, 02 de maio de 2017. Atualizado às 14h26.

Jornal do Comércio

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 02/05/2017. Alterada em 02/05 às 14h28min

Reforma da Previdência

Presidente Michel Temer

Presidente Michel Temer


TV Bandeirantes/Reprodução/JC
O governo Michel Temer (PMDB) teve sucesso no teste de plenário da Câmara dos Deputados para a votação da reforma trabalhista, que passou com 296 votos. Mas faltou poder de fogo para mostrar força para aprovação da reforma previdenciária. As mudanças na reforma da Previdência necessitam de 308 votos. Parece pouco, entretanto o governo poderá não ter os mesmos votos alcançados na trabalhista para aprovar as alterações na Previdência, porque são matérias diferentes, e a pressão dos servidores públicos é ainda maior.
Ainda faltam votos
A reforma trabalhista agora segue para o Senado, onde tem boas possibilidades de ser aprovada. Mas o Palácio do Planalto tinha a intenção de conseguir 308 votos na trabalhista, que são os três quintos necessários para aprovar as mudanças constitucionais, como é o caso da reforma da Previdência. Faltaram 12 deputados para atingir seus objetivos. Apesar de o número necessário não ser expressivo, não será fácil, pois existe uma resistência bem maior, no Congresso, quanto às alterações previdenciárias.
Pressão aumenta
Muitas coisas devem mudar logo após o feriado de 1º de Maio, lembrando que a pressão fica cada vez maior, com greves, manifestações de entidades sindicais patrocinando campanhas contra as mudanças na Previdência, em Brasília, utilizando maciçamente a mídia, em campanhas pagas. Para que o governo tenha uma margem de segurança na busca da aprovação da reforma da Previdência, há necessidade, na avaliação dos estrategistas do Planalto, de 350 votos - que o presidente Michel Temer já intensificou a busca no fim de semana. É um osso bem mais duro de roer do que o da reforma trabalhista.
Punição aos infiéis
Logo após uma votação importante, às vésperas do feriado, o governo intensifica o discurso de que vai punir deputados e senadores aliados que não foram fiéis ao governo. Mas, ao longo das negociações, como sempre tem acontecido, as nuvens mudam no céu, como diria Magalhães Pinto, e as decisões também. É a lembrança aos votantes no Congresso, para que os que estão com cargos e desfrutam de verbas do governo tenham compromisso firmado e para que continuem recebendo essas benesses, que não podem se esquecer de como devem votar. Enquanto isso, o Palácio do Planalto avalia os infiéis: quem é a favor e quem é contra as necessidades do governo. No final, o resultado: mais cargos e verbas serão negociados e liberados para os aliados. Muitos deputados preferiram enfrentar a ira dos governantes do que correr o risco de ter grandes estragos eleitorais nas próximas eleições.
Missão difícil
Como a aprovação da reforma da Previdência é crucial para o governo, talvez ele faça mais concessões e ajustes para aliviar um pouco a carga do voto. Sem a reforma da Previdência, as coisas se complicam bastante, apesar do sucesso da reforma trabalhista. Uma coisa é certa, apesar da necessidade da aprovação das reformas, não será nada fácil conseguir os 350 votos que deixariam o governo Michel Temer mais confortável.
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