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Porto Alegre, quinta-feira, 18 de maio de 2017. Atualizado às 22h28.

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Jaime Cimenti

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Notícia da edição impressa de 19/05/2017. Alterada em 18/05 às 17h25min

Obra-prima de Jeffrey Archer

Jaime Cimenti
O escritor britânico Jeffrey Archer foi considerado pelo célebre apresentador de TV norte-americano Larry King como o melhor contador de histórias vivo. Não há muito exagero na afirmação, e os 250 milhões de exemplares comercializados mundo afora mostram a força de suas narrativas.
Jeffrey Archer escreveu romances consagrados, como Falsa impressão, Filhos da sorte e O Quarto Poder. A série de romances intitulada As crônicas de Clifton tem sido considerada como sua obra mais ambiciosa em uma carreira vitoriosa de escritor.
O segredo mais bem guardado (Bertrand Brasil, 432 páginas, tradução de Milton Chaves de Almeida), lançado há poucos dias no Brasil, é o terceiro volume da obra, que cobre uma jornada poderosa que se estende por 100 anos de história, revelando uma saga familiar refletida em triunfo e tragédia que nem o leitor, nem o próprio protagonista Harry Clifton imaginariam.
Na Inglaterra de 1945, o dilema na Câmara dos Lordes em Londres: a histórica votação para definir quem ficará com a herança da família Barrington. O desenlace vai pôr fim à polêmica que liga Harry ao seu melhor amigo, Giles Barrington. No terceiro volume da série, os protagonistas de Archer abrem novos capítulos de suas vidas.
Harry Clifton volta aos Estados Unidos para promover seu novo romance, enquanto Emma sai em busca de uma garotinha, abandonada na noite em que seu pai foi assassinado.
Giles Barrington, eleito representante de Bristol no Parlamento, precisará fazer uma campanha agressiva para se manter na Câmara. Uma intriga entre a fortuna de Barrington e ambições desonestas começa a se formar, enlaçando os três em sua teia. Um conhecido rival, tomado de ressentimento, ameaça pôr em xeque a vida que os protagonistas construíram para si.
Longe do espectro da guerra, as famílias Clifton e Barrington devem agora enfrentar ameaças internas e acompanhar o crescimento de uma nova geração - que, na figura do jovem Sebastian, começa a dar mostras de seu potencial. Mesmo que ele não faça ideia, ainda, de seu potencial.
Como se vê, mais uma produção de um dos escritores mais aclamados do mundo, que, no dizer do Publishers Weekly, "traz um misto habilidoso de personagens cativantes, ressentimento fervilhante, vingança calculada e um gancho trágico... Archer nos dá a continuação perfeita para a saga familiar dos Clifton; suas reviravoltas sagazes são viciantes desde a primeira página".

lançamentos

  • Machado de Assis - Lido e relido (Editora Unicamp,750 páginas), organizado pelo professor da UFRJ João Cezar de Castro Rocha, traz 41 ensaios de grandes especialistas, como Daniel Piza, Regina Zilberman e Alfredo Bosi, que permitem ao leitor uma visão generosa sobre vida e obra de nosso maior escritor.
  • As onze mil varas ou amores de um hospodar (Iluminuras, 144 páginas, tradução de Letícia Coura), do grande Guillaume Apollinaire, é um clássico da literatura erótica moderna. As peripécias libertinas se fazem sem erotizar a própria linguagem, produzindo um efeito de "significância" e lembrando Roland Barthes.
  • Wall Street - A saga de um brasileiro em Nova York (Astral Cultural, 190 páginas), de Raiam Santos, vencedor do Prêmio Amazon 2016, mostra como o autor se formou numa das melhores faculdades norte-americanas, tornou-se astro de "football" e, depois de viajar o mundo, foi contratado por um gigante do mercado financeiro.

Meu reino por um sono bom

Comer e dormir, pela ordem, são a primeira e segunda coisa mais importantes da vida. Não necessariamente nesta ordem, incluindo a primeira coisa, que, para alguns ou muitos, pode constar em segundo ou terceiro lugar na lista, ou nem constar. Segundo o N.Y. Times, citado pela Veja, o sono é o novo símbolo de status e, segundo uma analista de tendência, há algum tempo, o sono é o novo sexo. A coisa está muito séria, problema de saúde pública. Cinco em cada 10 adultos têm distúrbios de sono, e eles cortam caminho para o diabetes, diversas modalidades de câncer, depressão e obesidade. Falta de sono pode até matar. Há um ditado português que diz: o sono é irmão da morte. Muitos, se pudessem, passavam umas 20 horas por dia dormindo. Melhor não e pensar como os antigos trabalhadores ingleses: oito horas de trabalho, oito de sono, oito de diversão e eight shillings a day, reajustados, estes últimos. Um terço da vida dormindo está bem, alguns dormem quatro ou cinco horas por dia, por problemas ou achar que dormir é perda de tempo. Acorda, gurizada!
Morfeu, o deus grego dos sonhos, normalmente é confundido com Hipnos, seu pai, deus do sono. Nos tempos em que a maioria dos humanos dormia melhor, costumava-se dizer, desejando bom sono e bons sonhos: vá para os braços de Morfeu, que tem grandes asas lépidas, que batem sem fazer barulho e o levam num ápice aos confins da terra.
Os problemas com o sono causam incalculáveis prejuízos, em todo o planeta. As pessoas que dorme mal no dia seguinte se arrastam, perdem qualidade de vida e os amigos, família e empregadores igualmente sofrem com os danos causados pelos distúrbios de sono. A coisa é gigantesca, e hoje, ao invés de cair nos braços de Morfeu, milhões de humanos tomam muito remédio, bebidas e outras drogas para poder relaxar e dormir.
É claro que os cenários políticos, econômicos e éticos do Brasil e de muitos lugares do mundo, literalmente, são de tirar o sono de qualquer vivente mais ou menos informado, mas é preciso ir adiante e dormir as horas necessárias. Não ler tantos jornais impressos assustadores, não ouvir programas de rádio deletérios nem assistir tanto aos catastróficos telejornais ajudam um pouco, isso, claro, se o cara teve a sorte de não morrer em algum assalto durante o dia.
Nas redes sociais é aconselhável não ficar navegando, curtindo e dizendo milhares de palavras por mais de 10 horas por dia, para ajudar a dormir direito. À noite, especialmente na madrugada, melhor não se estressar muito e pensar trocentas vezes antes de dar respostas e toques rápidos e enviar fotos, que podem destruir amigos, familiares, colegas, reputações, negócios e tudo mais. O sono agradece. Respeito e delicadeza são bons, fortalecem as amizades, não fazem mal à saúde e botam a gente para viver e dormir melhor.

a propósito...

Se fala demais em remédios para dormir e estão aí mil geringonças, aparelhos e objetos para melhor o sono. Os velhos conselhos para a higiene do sono ainda valem muito: dormir e levantar nos mesmos horários, não comer ou beber em excesso, não pensar em coisas ruins à noite, não ler e ver TV na cama (a cama tem outras utilidades), fazer exercícios de relaxamento, exercitar-se e manter-se ativo com coisas prazerosas durante o dia ajudam. Melhor não contar muito com soníferos, camas especiais, máscaras, óculos e outras "tecnologias". Relaxar, respirar lentamente, contar carneirinhos, pensar com gratidão e consciência nas alegrias dos dedos do pé, das pernas, do tronco e da cabeça e, como antigamente, deixar que o deus Morfeu dê uma mãozinha, para não precisar tomar o zolpidem ou similares.
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