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Porto Alegre, quarta-feira, 17 de maio de 2017. Atualizado às 23h21.

Jornal do Comércio

JC Logística

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Opinião

Notícia da edição impressa de 18/05/2017. Alterada em 17/05 às 18h51min

Tripé Logístico: três condições básicas para alta competitividade em logística

Marco Antonio Oliveira Neves
Três condições podem ser consideradas essenciais para transformarmos a função logística em um diferencial de competitividade para as empresas.
A esses três elementos atribuirei o nome de "tripé" logístico: (1) capacidade de desenvolver e implantar soluções inteligentes em logística, (2) capacidade de executar e gerenciar a performance, de forma consistente e, por fim, (3) a capacidade de custear e lidar com os custos, mantendo-os em patamares competitivos.
A capacidade de desenvolver e implantar soluções inteligentes é fundamental para a inovação da sua empresa, no vasto campo coberto pela logística, que engloba as atividades de transportes (importação e exportação, transferência entre fábricas e centros de distribuição, distribuição etc.), movimentação e armazenagem de materiais (matérias-primas e outros insumos produtivos, MRO, material promocional, produtos acabados, peças de reposição etc.), gestão de estoques, administração de pedidos etc.
Sem a engenharia logística, estaremos sempre um passo atrás de nossos melhores concorrentes, usufruindo apenas de parte dos possíveis benefícios obtidos pelas empresas pioneiras e visionárias. A engenharia logística é responsável por identificar, desenvolver e implantar soluções distintas das de seus concorrentes, de forma a criar algum tipo de vantagem competitiva para a sua empresa.
Outra importante parte do tripé, e talvez a mais desenvolvida e "enraizada" em nosso dia a dia, é a capacidade de executar e gerenciar a rotina operacional, garantindo o nível de desempenho acordado com os clientes internos e externos. Ainda falta muito para aquilo que pode ser considerado "melhor prática", em função de ainda priorizarmos ações corretivas, comportando-nos como verdadeiros "bombeiros" diante do contínuo e insistente sobe e desce verificado nos indicadores de desempenho, ao invés de balancearmos nosso foco e a nossa atenção entre as esferas estratégica, tática e operacional.
Por fim, precisamos ser especialistas em custos. É necessário saber calcular, alocar e agir de forma a mantê-los em patamares "saudáveis" para o negócio da sua empresa. Calcular parece ser simples, e normalmente é; não reside aí o principal desafio. Alocá-lo corretamente é um degrau a ser superado pela grande maioria das empresas, que distribuem os custos através de simples rateios, não levando em conta a representatividade das atividades consumidas e o grau de complexidade da operação em cada unidade de negócio, canal de distribuição ou cliente. A cobrança por resultados efetivos coloca o profissional de logística em uma grande gangorra, que ora pende para o nível de serviço, ora pende para os custos operacionais. Difícil mantê-la equilibrada.
O tripé logístico se complementa. As três competências, interagindo corretamente entre si, produzirão resultados excepcionais. O equilíbrio no tripé será fundamental para colocá-lo em posição de vantagem no mercado. Cuidado ao construir um modelo desproporcional.
Analise a situação particular da sua empresa. Aprofunde-se em sua estrutura e funcionamento. Entenda os porquês por detrás da situação atual. Saiba, claramente, onde você e sua equipe querem chegar. Finalmente, trace um meticuloso plano de ação, detalhando atividades-chave, responsáveis, prazos e fatores críticos de sucesso.
Arregace as mangas, mentalize o seu sucesso adiante e trabalhe muito para chegar lá!
Diretor da Tigerlog Consultoria e Treinamento em Logística Ltda

Temer assina decreto para dinamizar os investimentos

Presidente garante que as medidas vão modernizar a infraestrutura
Presidente garante que as medidas vão modernizar a infraestrutura
Marcos Corrêa/MARCOS CORRÊA/PR/JC
O presidente Michel Temer assinou um decreto para desburocratizar e flexibilizar operações, concessões e arrendamento de portos brasileiros. O decreto pretende otimizar as autorizações para investimentos em portos públicos e Terminais de Uso Privado (TUPs), simplificando processos e flexibilizando garantias, atendendo a reivindicações de empresários do setor.
Ao ampliar prazos contratuais e dar liberdade para prorrogações de contratos, o novo Decreto de Regularização Portuária dá mais segurança jurídica e previsibilidade à iniciativa privada, para estimular investimentos no setor, em especial para a ampliação de terminais.
Para o presidente Michel Temer, o decreto vai ao encontro das medidas de modernização da infraestrutura brasileira. "Estamos modernizando todas as áreas da administração. Estamos tendo coragem e ousadia para isso. O momento exige isso, para avançarmos", disse ele ao acenar que outros detalhes poderão ser tratados posteriormente, no sentido de atender a demandas ainda não contempladas pelo governo.
De acordo o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintela, as medidas vão gerar R$ 25 bilhões em investimentos. Ele destacou, como principais pontos, a ampliação dos prazos, o que vai atrair investimentos. Um exemplo é a ampliação do tempo de concessões e arrendamentos portuários de 25 para 35 anos, com a possibilidade de uma renovação, o que pode totalizar 70 anos.
"Além disso, vamos desobstruir as autorizações para novos terminais. O tempo de tramitação hoje chega a três anos para autorizar novo investimento. Com o decreto, esperamos que esse prazo caia para 180 dias", disse o ministro. O decreto ainda facilita a expansão de área das TUPs sem a necessidade de novos contratos.
Quintela disse que, além de regulamentar mecanismos para investimentos privados, o decreto antecipará receitas e reequilibrará contratos. "Promoveremos competição, garantindo segurança jurídica para a celebração de contratos, de forma a ficar alinhados com as práticas modernas dos países desenvolvidos."

Contratos poderão durar 70 anos, e autorização será dada em três meses

Prazo será alongado se houver novos investimentos, diz Quintella
Prazo será alongado se houver novos investimentos, diz Quintella
L/CÂMARA DOS DEPUTADOS/JC
O governo federal estima em R$ 20 bilhões o montante de investimentos que serão "destravados" com o alongamento para até 70 anos, dos contratos de concessão dos portos brasileiros. Pela regra atual, os contratos de concessão duram 25 anos, prorrogáveis por mais 25. Com o decreto, o prazo passa para 35 anos, podendo ser prorrogado várias vezes depois disso, desde que o total não ultrapasse os 70 anos.
Os alongamentos são condicionados a novos investimentos. "Esse foi o ponto que exigiu mais análise do governo", disse o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella. Foi essa análise jurídica que atrasou a edição do decreto, que estava prevista para janeiro.
A prorrogação e o alongamento de prazos se aplicam aos contratos assinados pelo governo após 1993. Os anteriores a essa data, baseados numa legislação mais antiga, são objeto de disputa judicial. O governo entende que não cabe prorrogação, mas muitos arrendatários obtiveram esse direito na Justiça. Atualmente, muitos deles operam amparados por liminares. "Vamos continuar estudando esse assunto", disse o ministro. A análise jurídica indicou que a situação desses contratos não poderia ser contemplada no decreto. Uma hipótese é propor um projeto de lei sobre o tema.
O decreto vai permitir que os Terminais de Uso Privado (TUPs), que estão fora do porto organizado, possam expandir suas áreas em mais de 25% sem a necessidade de audiência pública. Além disso, a autorização ganhará velocidade, porque será analisada paralelamente pelo ministério e pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).
A expectativa é de que a demora caia de um ano para três meses. Os investimentos tidos como imediatos e urgentes poderão ser feitos antes de a Antaq concluir sua análise. Para tanto, será criado o Termo de Risco de Investimento (TRI), pelo qual o risco é do empreendedor.
 
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