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Porto Alegre, terça-feira, 16 de maio de 2017. Atualizado às 21h55.

Jornal do Comércio

JC Contabilidade

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Fala Profissional

Notícia da edição impressa de 17/05/2017. Alterada em 16/05 às 18h45min

Como deve ser feita a avaliação do desempenho empresarial?

Geovani Quevedo Maciel

Geovani Quevedo Maciel


CRCRS/DIVULGAÇÃO/JC
Geovani Quevedo Maciel, integrante da Comissão de Estudos de Contabilidade Gerencial do CRCRS, responde.
A Contabilidade fornece instrumentos de gestão relevantes para o monitoramento do desempenho das organizações sejam estas públicas ou privadas, com ou sem fins lucrativos. A partir da estrutura básica dos principais demonstrativos contábeis elaborados, derivam diversas oportunidades para o desenvolvimento de estudos e criação de ferramentas de gestão, as quais contribuem para a avaliação do desempenho empresarial mediante a criação de indicadores de desempenho, geração de informações que podem contribuir para a criação de valor para os proprietários/investidores e avaliação dos resultados obtidos pelas decisões tomadas. Como métricas extremamente úteis de avaliação do desempenho de uma entidade, podemos citar a Margem de Contribuição (MC) e o Valor Econômico Adicionado (Econimic Added Value - EVA ®), as quais serão abordadas de forma simplificada e resumida neste artigo.
A Margem de Contribuição (MC) corresponde ao resultado do valor das vendas, subtraídos os gastos variáveis (custos e despesas que variam em função do volume de produção/vendas). Como exemplos de gastos variáveis podemos citar os impostos incidentes sobre as vendas, custos com insumos, custos das matérias-primas, custo de serviços subcontratados e diretamente relacionados às vendas, taxa de administração das operadoras de cartão de crédito, comissões sobre as vendas, fretes relativos às vendas efetuadas, dentre outros. O montante obtido de Margem de Contribuição (MC) deverá ser superior ao montante total dos gastos operacionais fixos, tais como pró-labore, salários e encargos, aluguel, gastos com contabilidade terceirizada, gastos com prêmios de seguros, depreciação/amortização, dentre outros. Se dividirmos o valor da Margem de Contribuição (MC) pelo valor total da receita temos a Margem de Contribuição Percentual (MC%). A partir desta, dividindo-se a mesma pelo total dos gastos fixos apuramos a receita total mínima necessária para atingir o ponto de equilíbrio operacional, também conhecido como Break Even Point.
Com o intuito de medir a criação de valor gerada a partir do desempenho operacional das organizações, uma das metodologias bastante difundidas globalmente corresponde ao Economic Value Added (EVA)® ou Valor Econômico Adicionado (VEA), a qual corresponde a uma marca registrada da empresa internacional de consultoria Stern Value Management. Segundo seus autores, conforme indicado no site oficial http://www.eva.com, a metodologia corresponde a mensuração do lucro econômico gerado pelas organizações, sendo calculado pela diferença entre o lucro operacional após os impostos e o custo de oportunidade do capital total investido.
Partindo-se da Margem de Contribuição (MC), deduzindo-se o dos gastos fixos e o valor do imposto de renda e da contribuição chegamos ao resultado operacional após o imposto de renda. Deduzindo-se deste montante o custo dos capitais (Capital Próprio que corresponde ao Capital dos Sócios/Acionistas ou total do Patrimônio Líquido e Capital de Terceiros correspondente a dívida com instituições financeiras), apuramos o Valor Econômico Adicionado gerado pela organização.
Tomando-se por referência um cenário recessivo onde normalmente as empresas enfrentam pressão sobre suas margens de lucro, por vezes identificamos empresas cujo o volume de vendas e margem de contribuição gerada não cobre sua estrutura de gastos fixos (resultado operacional negativo), bem como podemos verificar organizações que mesmo apurando resultado operacional positivo, não adicionam valor para os seus proprietários/acionistas (resultado operacional positivo inferior ao custo dos capitais empregados na organização).
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