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Porto Alegre, quarta-feira, 19 de abril de 2017. Atualizado às 15h49.

Jornal do Comércio

Política

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eleições

19/04/2017 - 15h38min. Alterada em 19/04 às 15h49min

Estou muito mais preparado agora, mas eleição é só em 2018, diz Alckmin

 As declarações foram dadas após Alckmin participar da inauguração no novo Fórum de Mogi das Cruzes

As declarações foram dadas após Alckmin participar da inauguração no novo Fórum de Mogi das Cruzes


Diogo Moreira/A2img/divulgação/jc
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou nesta quarta-feira (19) que está mais preparado para as questões nacionais do que estava em 2006, quando disputou a eleição presidencial e perdeu para o então candidato à reeleição, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Pretenso candidato tucano para disputar as eleições ao Planalto em 2018, Alckmin disse que era mais difícil vencer Lula em 2006 porque o PT estava no auge e o ex-presidente era o maior líder do País. Alckmin também afirmou que é mais difícil concorrer com alguém que é candidato a reeleição.
"Perdi em 2006 e quero reiterar aqui: eu acho que eu não estava preparado", disse o governador, afirmando que o Brasil é um país complexo pelo seu tamanho e quantidade de partidos. "Eu acho que eu estou muito mais preparado hoje em relações às questões do País, às questões nacionais, mas tudo isso eleições é no ano que vem."
As declarações foram dadas após Alckmin participar da inauguração no novo Fórum de Mogi das Cruzes, na região metropolitana de São Paulo.
Para ele, a eleição em 2006 foi desigual porque Lula já era presidente e disputou o pleito no cargo. "Alguém que não está disputando no cargo tem que renunciar nove meses antes da eleição, o outro disputa no cargo. Disputei contra o Lula naquela época que o PT estava com tudo, com a bola toda, o Lula era o maior líder brasileiro e ganhei a eleição no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Roraima", disse o governador.
Perguntado sobre como vai convencer a Executiva Nacional do PSDB, que é presidida pelo senador Aécio Neves (MG), a realizar as prévias, como defende, Alckmin disse que a escuta coletiva quando há mais de um candidato está prevista no estatuto do partido. Aécio é outro tucano que também disputa a indicação da legenda para a disputa presidencial. "Quanto mais você ouve, menos você erra", disse Alckmin. Ele afirmou ainda que "democracia começa em casa".
Defensor de uma reforma política que diminua a quantidade de partidos representados no Congresso, o governador falou que o País precisa ter menos legendas. "Hoje o cara muda de partido. Não me dá legenda, eu pulo para outro. No futuro, vai ter três ou quatro partidos", declarou.
Alckmin voltou a se defender das acusações de que teria recebido recursos ilícitos em campanhas, como foi falado por três executivos da Odebrecht em delação. Afastando eventuais acusações de enriquecimento ilícito, o tucano disse que seu patrimônio atual é menor do que no passado. Alckmin disse que está com a consciência "absolutamente tranquila" e que a Justiça vai responsabilizar os culpados e inocentar os inocentes.
"Eu tenho 40 anos de vida pública. Não recebi na minha vida um centavo que não tenha sido lícito. Aliás, tenho vida pessoal modesta. O meu patrimônio é menor do que era no passado", disse o tucano.
Três delatores da Odebrecht afirmaram à Procuradoria-Geral da República (PGR) que o governador usou um cunhado para pegar R$ 10,7 milhões do setor de propinas da empreiteira a pretexto de contribuição eleitoral - R$ 2 milhões no ano de 2010 e R$ 8,3 milhões no ano de 2014, todas somas não contabilizadas.
"É preciso ter cuidado com essas coisas. Nós vivemos num País republicano, todos são iguais perante a lei. Há uma delação, delação não é prova. Há uma delação, apura-se", declarou o governador. "Nós confiamos na Justiça. A Justiça vai responsabilizar quem é culpado e vai inocentar quem é inocente."
Alckmin poderá ser investigado se o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidir abrir o inquérito com base no pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Segundo informou a assessoria do STJ ao Broadcast Político, os pedidos da PGR ainda não chegaram na corte e estão sendo processados no Supremo.
Sobre os secretários de seu governo que foram citados nas delações, o governador disse que conversou com eles e que são "ótimos secretários e os melhores secretários", citando Arnaldo Jardim (Agricultura) e Rodrigo Garcia (Habitação). O tucano reforçou que é preciso apurar o que foi falado nas delações em relação a eles.
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