Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, terça-feira, 18 de abril de 2017. Atualizado às 23h49.

Jornal do Comércio

Opinião

COMENTAR | CORRIGIR

artigo

Notícia da edição impressa de 19/04/2017. Alterada em 18/04 às 19h50min

Do tapume para fora

João Silla Lopes de Almeida
Com a queda na taxa de juros há uma tendência de reaquecimento do mercado imobiliário comercial, porém, com as atenções voltadas à vacância. Presenciamos o fechamento de operações de varejo e isto não se deve apenas à crise que estamos enfrentando no País, acontece no mundo. Gigantes do varejo como Wal-Mart, Macy's, J.C. Penney e CVS anunciaram fechamentos de lojas e mais fechamentos virão. Este movimento deixa profissionais de real estate, imobiliárias, investidores e empreendedores, bastante apreensivos. Revisam projetos, adiam lançamentos, contratam novas equipes e pouco conseguem para reverter o cenário. Mesmo com a economia dando sinais de recuperação e o varejo brasileiro apresentando melhores perspectivas, o que ainda veremos é o fechamento de mais operações. O que aconteceu na indústria da informação com as plataformas digitais, na indústria automobilística através da "uberização", onde montadoras questionam se o seu papel é vender veículos ou transportar pessoas, e o desafio que as finantechs estão impondo aos bancos é o que já está acontecendo - e poucos perceberam - no real estate comercial. Houve evolução e desenvolvimento na construção civil. Novos e bons profissionais de engenharia e arquitetura ingressaram no mercado e seus focos estiveram "do tapume para dentro". No outro lado do tapume, as imobiliárias passaram por consolidação e afastaram-se mais das redes varejistas, com linguagem, visão e posicionamento distintos. Enquanto as imobiliárias faziam ofertas existentes, as redes de varejo demandavam aquilo que não se encontrava no mercado. As imobiliárias falavam em aluguel, e a rede varejista tentava explicar o que era custo de ocupação. Não há espaço para investimento imobiliário sustentável sem entender o comportamento do consumidor. Imobiliárias, incorporadores, profissionais do mercado e redes varejistas não precisam de mais ofertas, precisam de ofertas certas.
Empresário
 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia