Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 17 de abril de 2017. Atualizado às 22h41.

Jornal do Comércio

Opinião

CORRIGIR

artigo

Notícia da edição impressa de 18/04/2017. Alterada em 17/04 às 19h05min

Não existe solução fora da política

Elifas Simas
Quero fazer uma pequena e singela reflexão com os leitores deste texto, neste momento de tantas listas e em um momento em que a grande imprensa oferece generosos espaços às listas com nomes de denunciados na Operação Lava Jato. O que essa mesma mídia não proporciona é um debate na mesma dimensão do porquê estamos vivendo este momento. Não coloca o debate da forma de financiamentos das campanhas, que nos últimos 30 ou 40 anos, das eleições tanto majoritárias como proporcionais (municipais, estaduais e federais) viraram um espetáculo, onde os marqueteiros, que antes vendiam sabonete, sabão em pó, bicicletas, agora vendem candidatos a vereadores, prefeitos, deputados etc. Claro que a peso de muitos milhões, sem perguntar o que eles pensam e como se posicionam sobre os problemas que afligem a sociedade. Aí cabe uma reflexão, de onde vêm esses recursos? Quem os está pagando? Por que empresários resolvem colocar tantos recursos em campanhas eleitorais? Por que motivo? Por que não debatemos, de forma profunda, o financiamento público de campanha, com o fortalecimento dos partidos e o voto em lista? A quem interessa esse debate? Os trabalhadores e as classes subalternas, aqueles que mais precisam dos serviços públicos? A criminalização da política a quem serve? Os donos do poder, em um momento em que a conciliação de classes foi possível toleraram e conviveram, com os mais pobres e os desafortunados, mas quando veio a crise, qual foi a reação? Retiraram direitos dos trabalhadores, acabaram com os serviços públicos, em especial os voltados às políticas sociais, precarizam as aposentadorias, tudo para manterem os seus privilégios. Os problemas que vivemos demandam clareza e profundidade no debate e a criminalização da política só serve as elites, que tem o comando do poder no País desde 1500. Os trabalhadores só tiveram um pequeno hiato durante os governos de Getulio Vargas, João Goulart, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Dilma
Rousseff (PT). Não podemos nos enganar, por mais que alguns queiram, não existe solução fora da política!!!
Engenheiro
 
CORRIGIR
Seja o primeiro a comentar esta notícia