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Porto Alegre, domingo, 16 de abril de 2017. Atualizado às 22h29.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 17/04/2017. Alterada em 16/04 às 19h41min

Cem dias sem nada

Aldacir Oliboni
Em 100 dias, não se pode fazer tudo, mas é tempo suficiente para começar um trabalho. Ao completar esse período à frente da prefeitura de Porto Alegre, pode-se dizer da gestão de Nelson Marchezan Júnior (PSDB) que se resumiu a bate-bocas, reclamações do passado e à paralisação de obras e serviços. Antes mesmo da posse, anunciou uma catástrofe financeira no município. O pretenso caos justificaria aumento de impostos, desmonte de serviços públicos, privatizações, encolhimento de direitos e atraso no pagamento de salários. É a receita de fazer os mais fracos pagarem a conta.
Já no cargo, ameaçou privatizar a Carris se esta continuasse deficitária. Sem levar em consideração que o déficit na empresa decorre de má gestão. Não apresentou sequer uma proposta para recuperar a companhia centenária, que já foi considerada a melhor do País em transporte público. Marchezan aumentou a passagem de ônibus, tornando a tarifa de Porto Alegre uma das mais caras no Brasil. Reduziu horários e linhas, causando transtornos aos usuários. Na saúde, as alardeadas unidades que ficariam abertas até as 22h se resumiram a uma. Tal unidade tem pouca estrutura e exigiu deslocamento de profissionais que atendiam durante o dia. Persistem na rede municipal as filas, emergências lotadas e dificuldades no acesso a medicamentos. Marchezan pôs na Educação um secretário que, por decreto, desorganizou e gerou transtornos na rede de ensino.
Também demonstrou desconhecimento da política de assistência social do município, que torna possível o atendimento aos mais vulneráveis. Suspendeu o Orçamento Participativo como se isso fosse solução para as obras atrasadas. Esperava-se de Marchezan o cumprimento da promessa de retomada das obras de mobilidade da Copa 2014, mas nada foi feito.
Senhor prefeito, a cidade precisa de ações que beneficiem o conjunto da população. A campanha acabou, é hora de governar.
Vereador (PT)
 
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