Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, domingo, 23 de abril de 2017. Atualizado às 22h11.

Jornal do Comércio

Internacional

COMENTAR | CORRIGIR

frança

23/04/2017 - 15h39min. Alterada em 23/04 às 22h16min

Macron e Le Pen vão ao 2º turno na França, mostra resultado preliminar

As eleições foram realizadas em meio a um ostensivo aparato de segurança

As eleições foram realizadas em meio a um ostensivo aparato de segurança


GEOFFROY VAN DER HASSELT/afp/jc
Folhapress
Atualizada às 22h15min
Os resultados preliminares das eleições francesas deste domingo (23) sugerem que tanto o centrista independente Emmanuel Macron quanto a direitista Marine Le Pen se classificaram para o segundo turno em 7 de maio.
Com 90% das urnas apuradas, Macron aparece com 23,50% dos votos, enquanto Le Pen tem 22,07%. É esperado que a vantagem do centrista se amplie, pois termina-se de contar mais tarde os votos dos grandes centros urbanos, que concentram eleitores mais liberais. As pesquisas de boca de urna indicavam que Macron receberia 23,9% dos votos e Le Pen teria 21,7%.
Pela contagem oficial, o candidato da centro-direita François Fillon aparece com 19,74% dos votos, seguido pelo nome da extrema esquerda Jean-Luc Mélenchon com 19,47%. Ambos reconheceram a derrota e, enquanto Fillon convocou seus eleitores a votar em Macron, Mélenchon disse que consultaria seus apoiadores antes de declarar apoio a outro candidato. O socialista Benoît Hamon, que teve 6,20% dos votos, também disse apoiar Macron.
Em comício após a divulgação dos resultados, Macron pediu a seus apoiadores que tenham esperança na Europa e que se esforcem para garantir a unidade nacional. "Nós mudamos a cara da vida política francesa", disse.
Enquanto isso, Le Pen disse que sua qualificação para o segundo turno é um "resultado histórico" que representa o "orgulho francês". "Chegou a hora de livrar a nação francesa das elites arrogantes que querem ditar como devemos nos comportar", declarou.
A vitória de Macron e Le Pen é um golpe aos tradicionais Partido Socialista, atualmente no governo, e Republicanos (centro-direita), do ex-presidente Nicolas Sarkozy. Rejeitados nas urnas, eles agora abrem espaço para testar outras forças políticas.
Se confirmado nas próximas horas, o resultado encerra um período de grande incerteza política no país -e abre uma segunda etapa, marcada pela discussão da própria identidade francesa.
O cenário da disputa entre Macron e Le Pen no segundo turno, já testado em pesquisas de opinião nos últimos meses, será provavelmente vencido pelo candidato centrista, ex-ministro da Economia -nunca antes eleito a um cargo público. Ele receberá 62% dos votos contra 38%, afirma o instituto Ipsos.
O primeiro turno foi marcado por mudanças radicais. Meses atrás, era cogitada a disputa entre o conservador Nicolas Sarkozy e o presidente François Hollande, que nem chegaram a concorrer.
Sarkozy foi derrotado nas primárias de seu partido e Hollande, extremamente impopular, não se candidatou.
Sondagens colocavam quatro candidatos tão próximos na intenção de voto que os institutos de pesquisa não se arriscavam a prever o resultado do primeiro turno.
A incerteza era alimentada também pelo fato de que 31% dos eleitores não sabiam, às vésperas, em quem votar --consequência da desintegração do espectro político, em meio à desilusão com o governo socialista e aos escândalos de corrupção no partido conservador.
As eleições foram realizadas em meio a um ostensivo aparato de segurança, após um tiroteio deixar um policial morto na quinta-feira (20) em Champs-Élysées.
O ataque, reivindicado pelo Estado Islâmico, pode ter contribuído à campanha de Le Pen, com aversão à migração e ao islã.
Os 67 mil locais de votação, abertos às 8h locais (às 3h em Brasília), foram monitorados por mais de 50 mil policiais e de 7.000 soldados.
Uma seção foi esvaziada em Besançon, no leste do país, após um veículo roubado ser abandonado nos arredores com o motor ainda ligado. Houve incidentes semelhantes em outras regiões, sem vínculo com terrorismo.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia