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Porto Alegre, quinta-feira, 20 de abril de 2017. Atualizado às 00h50.

Jornal do Comércio

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Funcionalismo

Notícia da edição impressa de 20/04/2017. Alterada em 19/04 às 21h16min

Municipários mantêm greve em Cachoeirinha

Trabalhadores não aceitaram trégua de 60 dias proposta por gestores

Trabalhadores não aceitaram trégua de 60 dias proposta por gestores


SIMCA/SIMCA/DIVULGAÇÃO/JC
Isabella Sander
Há mais de um mês em greve, os municipários de Cachoeirinha ocuparam a prefeitura da cidade na manhã desta quarta-feira. Os trabalhadores reclamam de legislações recentemente aprovadas em pacote de medidas, que retiram alguns benefícios da categoria. O gesto durou apenas algumas horas, enquanto uma comissão de negociação do Sindicato dos Municipários de Cachoeirinha (Simca) se reunia com o secretário municipal de Governança, Juliano Paz, para apresentar o resultado da assembleia geral dos servidores, realizada na terça-feira. Durante a ocupação, o prédio manteve suas atividades normais.
Na assembleia, a categoria rejeitou a proposta da prefeitura - dos 600 servidores, apenas 12 votaram pela aprovação. Os gestores municipais propuseram, na semana passada, durante reunião de mediação junto ao Ministério do Trabalho, o adiamento do início da vigência das leis aprovadas por 60 dias, o vigor da lei do vale-alimentação a partir de 1 de junho e a criação de um grupo de trabalho com representantes da prefeitura e da categoria, que avaliará as condições financeiras do município para buscar alternativas que atendam a ambos os lados. Além disso, seria estabelecida uma regra de transição para os percentuais de progressão por merecimento e tempo de serviço.
Segundo o presidente do Simca, Guilherme Runge, o município também pediu trégua nesses 60 dias, período no qual os servidores interromperiam a greve. "O governo disse que não revoga o pacote de medidas, mas pode alterar algumas leis, caso aceitássemos a trégua", explica.
Contudo, os municipários contestam o fato de estarem com o ponto cortado e o vencimento de maio já estar agendado com previsão de pagar apenas sete dias do mês de abril. "Ficaríamos sem receber 75% do valor, sendo que há decisões judiciais que vedam cortes com percentuais superiores a 30%, pois inviabiliza o dia a dia do indivíduo. Mesmo assim, a prefeitura atropelou a jurisprudência e tomou essa decisão", critica Runge. O sindicalista garante que todos os dias de greve serão compensados e que, por isso, não haveria motivo para o não pagamento dos salários.
A principal reclamação dos municipários diz respeito a alterações de cláusulas de legislações, que reduziriam os benefícios concedidos aos servidores. As mudanças fazem parte de um pacote de medidas aprovado no final de fevereiro na Câmara. O secretariado se reunirá nesta quinta-feira para avaliar a negativa dos servidores.

Em Porto Alegre, servidores protestam contra 'manipulação de dados'

Protestos ocorreram em frente a serviços municipais e à prefeitura
Protestos ocorreram em frente a serviços municipais e à prefeitura
MARCELO G. RIBEIRO/MARCELO G. RIBEIRO/JC
Municipários da saúde e da educação da Capital promoveram manifestações nesta quarta-feira, em protesto à "manipulação diária dos dados das receitas e despesas do município", segundo o Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa). Os atos ocorreram em frente aos serviços e à prefeitura.
Pela manhã, os servidores da saúde realizaram ato em frente ao Hospital de Pronto Socorro (HPS) e à Secretaria Municipal de Saúde. Conforme o Simpa, os pronto-atendimentos dos bairros Bom Jesus e Cruzeiro do Sul atenderam apenas emergências e, nas Unidades Básicas de Saúde, só as equipes de Saúde da Família atuaram. Pelo Twitter, a Secretaria Municipal de Saúde afirmou que a paralisação não afetou as salas de vacinação.
A Secretaria Municipal de Educação informou que 46 instituições não tiveram aulas. Outras 19 tiveram atendimento parcial e 34 funcionaram normalmente.
Os municipários fizeram, ainda, assembleia geral à tarde. Na pauta, a organização do dia de greve geral, marcado para o dia 28 de abril. Os servidores irão aderir à paralisação nacional.
 
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