Equipe da Print 3D está sempre ligada em editais de investimentos Equipe da Print 3D está sempre ligada em editais de investimentos Foto: /MARCO QUINTANA/JC

Startup desenvolve impressoras 3D na Ufrgs

Representantes da PrintUp 3D participaram recentemente de conferência em Abu Dhabi

Em busca de soluções que reduzam custos e tempo na indústria, Leonardo Kratz Mendes, 25 anos, e Henrique Knorst, 30, fundaram a PrintUp 3D. A startup, incubada na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), desenvolve impressoras 3D e, com elas, imprimem peças em ABS, PLA, PolyJet e outros materiais para fábricas. A aplicação é focada no mercado de microfusão - que atende os setores automotivo, aeroespacial e agroindustrial.
A equipe é formada ainda pelos sócios Juliana Breda, 27, Henrique Jongh, 24, e Bruno Schneider, 26. O negócio, que deu os primeiros passos em 2013, tem na formação dos integrantes um ponto em comum. "O corpo da empresa é composto 100% por engenheiros", aponta Henrique Jongh. Basicamente, eles desenvolvem um equipamento a laser que cria objetos a partir de materiais em pó, sintetiza Leonardo. "Somos a primeira empresa da América Latina a desenvolver essa tecnologia", ressalta ele.
A impressora 3D da startup está em fase de protótipo, mas já é funcional. Em um ano, deve ser lançada a versão comercial. "O tempo de fabricação a partir dela é reduzido em pelo menos 50%", compara Leonardo, em relação a outros modelos utilizados no ramo.
Tradicionalmente, eles explicam, a indústria cria protótipos de duas formas: artesanalmente ou direto no metal. Em ambas as situações, porém, a peça produzida fica muito diferente daquela que será feita em larga escala.
"Com o nosso processo, a empresa utiliza uma peça impressa, que já é utilizada na fundição e, a partir dela, se consegue testar na prática qual vai ser o resultado fundido", completa Leonardo.
Isso, conforme os engenheiros da PrintUp 3D, elimina todo o custo com matrizes, com retrabalho e com simulações muito extensas. "Gera economia de horas de engenheiro, do parque fabril, de máquinas que são ocupadas, etc", completa.
Um dos projetos da empresa está sendo desenvolvido em conjunto com o Senai, pelo edital de inovação. "Estar aqui (na incubadora) nos estimulou a validar sempre o negócio. Chegamos num modelo que reconhecemos como validado porque todas as portas começaram a se abrir", explica Leonardo.
O investimento para iniciar os trabalhos foi realizado gradativamente, retirado do bolso dos empreendedores. Ou melhor, da bolsa (de estudos). "Como uma startup de estudantes, começamos com investimento próprio, os R$ 400,00 de bolsa, deixando de comer xis e tomar cerveja com a gurizada para investir na empresa", brincam Henrique e Leonardo.
"Hoje, nossa maior fonte vem de recursos federais. São editais de financiamento à inovação", expõem. O histórico da PrintUp aponta para a atenção da equipe para esse tipo de verba. Em 2015, foram aprovados em um edital do Sebrae.
No ano seguinte, pelo Senai, sendo ainda selecionados para o InovAtiva Brasil (programa gratuito de aceleração para negócios inovadores de qualquer setor e lugar do Brasil, que recebeu 1.372 inscrições). "E recentemente participamos do Global Manufacturing & Industrialisation Summit (GMIS), nos Emirados Árabes", destaca Leonardo.
O ensinamento trazido do Oriente Médio foi manter o foco nas mudanças de mercado ao redor do mundo. "É a diferença entre caminhar olhando para o horizonte e caminhar olhando para os próprios pés", compara Leonardo.
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