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Porto Alegre, sexta-feira, 21 de abril de 2017. Atualizado às 09h41.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Alterada em 21/04 às 09h42min

Bolsas europeias não definem direção após ataque e antes de eleição em Paris

As bolsas europeias operam sem direção única nesta sexta-feira, após um tiroteio em Paris adicionar ainda mais cautela dias antes da eleição presidencial no país. Por outro lado, alguma tentativa de melhora é vista na esteira do bom desempenho de ontem em Nova Iorque, após o secretário do Tesouro dos EUA, Steve Mnuchin, dizer que planeja lançar sua proposta de reforma tributária "muito em breve".
Às 8h (de Brasília), a Bolsa de Londres recuava 0,07%, Paris perdia 0,40% e Frankfurt avançava 0,12%. Já a Bolsa de Milão caía 0,19%, Lisboa retraía 0,37%, enquanto Madri avançava 0,37%.
Ontem, um ataque a tiros reivindicado pelo grupo terrorista Estado Islâmico em Paris deixou um policial morto e ao menos dois gravemente feridos. Em um comunicado emitido pela sua agência de notícias, a Amaq, o grupo disse que o ataque foi provocado por Abu Yusuf al-Beljilki.
Embora ainda não se tenha esclarecido qual dos dois principais candidatos à presidência da França se qualificará para o segundo turno, em 7 de maio, as pesquisas indicam que o candidato centrista Emmanuel Macron é o favorito, ainda que Marine Le Pen, candidata de extrema-direita e favorável a uma saída do país da zona do euro, esteja bem próxima, o que tem pesado sobre os negócios. Analistas temem que o incidente alimente um avanço de Le Pen, que é contra a imigração. Neste contexto, o euro se enfraqueceu ante o dólar e, no horário acima, caía a US$ 1,0696, de US$ 1,0722. Uma busca por segurança levou à valorização do iene contra a moeda americana.
Indicadores mistos também pesam na negociação. Embora o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto da zona do euro, que engloba os setores industrial e de serviços, tenha subido para 56,7 em abril, de 56,4 em março, atingindo o maior nível em 6 anos, o mesmo indicador na Alemanha aponta para desaceleração. Por lá, o PMI composto recuou para 56,3 em abril, de 57,1 em março.
Além disso, as vendas no varejo do Reino Unido caíram com força em março diante do aumento dos preços causados pela depreciação acentuada da libra, após o governo acionar o artigo que deu início às negociações da saída do país da União Europeia, levando os britânicos a conter os gastos. Dados do Escritório de Estatísticas Nacionais (ONS, na sigla em inglês) mostram que as vendas no setor varejista britânico caíram 1,8% em março ante fevereiro. Analistas consultados pelo Wall Street Journal previam queda bem mais moderada, de 0,1%. O dado, além de prejudicar o setor na Bolsa de Londres, acelerou as perdas da libra que, às 8h (de Brasília), caía a US$ 1,2792, de US$ 1,2819 no fim da tarde de ontem.
Entre outros setores prejudicados está o de commodities. Depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a iniciativa de investigar as importações de aço por motivos de segurança nacional e, potencialmente, aplicar impostos, as empresas do segmento recuaram. As ações da ArcelorMittal despencavam mais de 25% em Londres.
Entre as notícias corporativas, o papel da Danone caía mais de 2% depois de divulgar os números ruins de vendas.
Por outro lado, certo apetite por risco é visto em algumas praças, que acompanham o otimismo visto ontem em Wall Street. Em uma conferência promovida pelo Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês), em Washington, Mnuchin disse ontem que o Departamento do Tesouro está "muito perto de ser capaz de apresentar o que vai ser uma grande reforma tributária". Segundo o secretário, "esta será a mudança mais significativa para o código tributário desde o governo de Ronald Reagan". As bolsas de Nova Iorque chegaram a subir mais de 1%, uma vez que uma redução nos impostos tende a beneficiar as empresas.
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