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Porto Alegre, terça-feira, 18 de abril de 2017. Atualizado às 18h03.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

Alterada em 18/04 às 18h05min

Cautela com Previdência e cenário externo fazem dólar subir

O dólar teve uma sessão bastante volátil nesta terça-feira (19). Pela manhã, caiu com a expectativa de que novas flexibilizações na reforma da Previdência poderiam facilitar sua aprovação. Depois, no meio da sessão, oscilou em torno da estabilidade. E mais para o fim do pregão, ganhou força e passou a subir, em meio a um fortalecimento da divisa norte-americana no exterior e com o protesto de policiais no Congresso mostrando que a aprovação da reforma na verdade não será nada fácil.
O dólar à vista no balcão terminou com alta de 0,22%, a R$ 3,1128, após oscilar entre a mínima de R$ 3,0881 (-0,58%) e a máxima de R$ 3,1232 (+0,55%). O giro registrado na clearing de câmbio da B3 foi de US$ 1,070 bilhão. No mercado futuro, o dólar para maio avançava 0,34% por volta das 17h15, a R$ 3,1170. O volume financeiro somava US$ 14,268 bilhões. No exterior, o dólar subia ante outras moedas emergentes e de países exportadores de commodities, com destaque para os avanços ante o rublo russo (+0,60%), o dólar canadense (+0,51%) e o peso mexicano (+0,52%).
Inicialmente, quando foi anunciado que a leitura do parecer do relator da reforma da Previdência, Arthur Maia (PPS-BA), foi adiada para amanhã e que o governo aceitou reduzir a idade mínima para aposentadoria das mulheres para 62 anos, alguns analistas afirmaram que essas concessões poderiam facilitar a aprovação do projeto. Porém, à tarde Maia explicou que o relatório foi adiado porque ainda falta chegar a um consenso sobre a reforma dos policiais e, logo na sequência, representantes da categoria que protestavam em frente ao Congresso tentaram invadir o prédio, em um tumulto que contou até com quebra de vidraças.
"À tarde começou-se a falar no mercado de uma cautela com o relatório da Previdência, que será lido amanhã. Também teve um movimento de realização de lucro no day trade", aponta o operador de uma corretora paulista. "O fato é que a reforma da Previdência subiu no telhado", comenta Paulo Correa, da MultiMoney Corretora. Ele cita ainda indicadores da China, que sinalizam menor demanda por commodities metálicas. Os preços de moradias no país asiático tiveram um aumento anual de 10,3% em março, desacelerando depois do pico de 12,6% em novembro.
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