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Porto Alegre, segunda-feira, 17 de abril de 2017. Atualizado às 11h05.

Jornal do Comércio

Colunas

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 17/04/2017. Alterada em 16/04 às 19h55min

Comprando a República

Com revelações assustadoras, ex-executivos da Odebrecht, maior empreiteira do País, mostraram em documentos e vídeos a forma como conseguiram comprar a República. Com parte dos valores repassados pela empresa aos políticos no bem montado esquema de corrupção, seria possível comprar mais de três mil ambulâncias, construir duas mil unidades de saúde e criar cerca de 136 mil vagas para alunos em creches públicas. As revelações deixam a população brasileira atônita neste fim de semana, após detalhes levados a público depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) liberar as informações, que assustam qualquer cidadão de bom senso. A empreiteira foi beneficiária direta da edição de leis, decretos e ações de ministérios, por exemplo; em troca, repassava milhares e milhões em valores não contabilizados para campanhas eleitorais. "Há 30 anos se faz isso", revelou, em delação premiada, o patriarca da empreiteira, Emílio Odebrecht, sobre a forma como estava institucionalizada a troca de favores. O esquema, que perdura por décadas, atinge em cheio oito ministros e os principais líderes do governo no Congresso.
Comprando partidos
O empresário Marcelo Odebrecht disse, em sua deleção premiada, que o ex-ministro Guido Mantega, em nome do PT, pediu que fossem pagas pela empreiteira despesas de R$ 57 milhões para comprar o apoio de sete partidos (Pros, PDT, PRB, PCdoB, PSD, PP e PR) que fizeram parte da chapa formada por Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB) em 2014. Em depoimentos sobre os crimes cometidos pela cúpula política do País, Marcelo Odebrecht afirmou claro que "não existe eleito no Brasil sem caixa-2". No Palácio do Planalto, após reuniões, inclusive no fim de semana, o governo pretende testar, nesta semana, a fidelidade da base. Quer saber com quem pode contra neste clima de incertezas que assola o País. A votação dos projetos e dos pedidos de urgência vão funcionar como um teste para saber quem está disposto a tocar logo propostas como as reformas da Previdência e trabalhista.
Dívida dos estados
A votação da proposta que cria o Regime de Recuperação Fiscal dos estados em situação falimentar foi adiada mais uma vez. O motivo da vez foi a lista do ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin com os nomes dos políticos a ser investigados. Não que a aprovação fosse certa. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), se vê cada vez mais ansioso para aprovar a proposta. O problema é que as condições impostas pelo governo são consideradas indigestas pelos governadores, como o gaúcho José Ivo Sartori (PMDB), que estão fazendo lobby nos corredores do Ministério da Fazenda por condicionantes menos duras.
 
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Comentários
Priscila Coelho 17/04/2017 10h15min
Consider vergonhso que a Camara dos deputados nao apoem as egras firmes de contrapartida. ja vimos o que ocorreu com a falta delas, porque incorrer nos mesmos erros? Há alguma vantagem nisso? para quem? O Brasil merece uma chance e este congresso que ai esta deveria se valer de brios e cumprir seu papel de funcionários públicos e toda a obrigação que os sustenta na constituição.