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Porto Alegre, terça-feira, 02 de maio de 2017. Atualizado às 15h29.

Jornal do Comércio

Colunas

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Fernando Albrecht

Começo de Conversa

Notícia da edição impressa de 02/05/2017. Alterada em 02/05 às 15h34min

De volta para o passado I

ACERVO ALFONSO ABRAHAM /DIVULGAÇÃO/JC
Obtida do alto do Palácio do Comércio, a doca que hoje abriga o terminal do catamarã de um lado e os bombeiros de outro, a foto mostra a efervescência do comércio na água e na terra. Observam-se dois ônibus da Socal - Sociedade de Ônibus Canoense e um da empresa Floresta. O apelido dos coletivos cara-chata era "Gostosão". Normalmente, eram com motores a gasolina Ford, Chevrolet ou Dodge.

De volta ao passado II

Atracados veem-se dois barcos de transporte de passageiros e um de uso misto. Estas embarcações eram chamadas de "Gasolinas", e traziam carga de cidades ao longo dos afluentes do Guaíba, como o rio Caí. Levava-se oito horas de Montenegro a Porto Alegre se o Gasolina não fizesse paradas no meio dos cerca de 60 Km. A julgar pelo automóvel, talvez um Plymouth ou Dodge, a foto provavelmente é de 1959.

Amigo na trincheira

Leitor reclama que esperava receber o certificado do IPVA por agora, mas com a greve dos Correios ele será obrigado a deixar o carro em casa. Ele acha que tem que privatizar a estatal. Com as sucessivas e intermináveis greves dos Correios, a impressão que fica é que, em vez de caprichar mais, os próprios funcionários estão impulsionando a privatização.

Os azarados

O fim de semana foi realmente atípico em Blumenau (SC). Um motorista deixou o carro engatado e, ao sair, foi atropelado pelo próprio Gol que dirigia. Em um segundo acidente, o motorista também deixou a ré engatada e o veículo "atropelou" um banca da praça e tentou escalar uma parede. Em um terceiro caso fez-se justiça: um carro com dois assaltantes chocou-se contra um poste e o cofre que recém tinham roubada se deslocou e feriu um deles, segundo o site Brasil-Alemanha. Pena que não foram os dois. 

Aviso aos navegantes

O aviso especial divulgado pelo prefeito Nelson Marchezan Júnior no final do feriadão não podia ser mais claro: a partir deste mês não haverá mais dinheiro para fazer frente a todos os compromissos, folha de pagamentos inclusive, supõe-se. Não é a primeira vez que ele dá esse alerta, mas é a primeira vez que ele fixa um prazo, "a partir de maio". Soa como uma sentença. Tempos difíceis nos aguardam também no município.

Greve com bolso alheio

O advogado Waldyr Borges Júnior comenta que o Brasil deve ser "o único lugar neste planeta onde os bancos se mantêm fechados por qualquer pretexto e as obrigações vencidas no dia do fechamento são cobradas na reabertura, quatro dias depois, acrescidas de encargos moratórios". Certo ele. Quem deveria pagar os tais encargos deveria ser o Sindicato dos Bancários, que ordenou o fechamento das agências.

Eu também quero

Internautas puderam acompanhar pelos Stories (vídeos instantâneos) no Instagram postados pela repórter Bárbara Lima, do site do JC, o que rolou na marcha da greve geral em Porto Alegre. E um dos teasers cunhados pelos jovens foi: "Oh, Michel Temer, vou te falar, a juventude também quer se aposentar".

A história da balinha...

Um grupo de jovens barulhentos pegou um taxi rumo à Cidade Baixa. No percurso foram ficando cada vez mais agressivos e passaram a exigir do taxista uma série de benesses que o serviço obviamente não oferecia. Lá pelas tantas uma das jovens jogou o corpo para a frente e falou alto no ouvido do motorista: "Pelo menos uma balinha tens?". O taxista respondeu sem perder a calma: "Balinha só de revólver". Foi um silêncio só durante o resto da viagem.

...e da grevista caloteira

Na sexta-feira, um outro profissional transportava uma mulher que, desde que embarcou, o questionou por estar trabalhando em vez de fazer greve. O taxista disse que se não estivesse trabalhando ela ficaria a pé. Furibunda, a passageira passou a defender Lula e Dilma dizendo que graças a eles pode comprar dois carros zero. Chegando ao destino, desceu sem pagar os R$ 16,00 da corrida. Vai ver, gastou tudo nos carros zero.

Agenda completa

Sábado foi um dia de muito movimento na cidade, especialmente no Centro Histórico, com lotéricas botando pelo ladrão, porque a greve fechou os bancos e compromissos de final de mês não puderam ser pagos. As bancas do Mercado Público também tinham filas para mais de metro - aí a explicação foi a virada do cartão. Foi um dia que casou tudo.

Miúdas

  • FICAR em Porto Alegre em um dia como ontem faz pensar se vale mesmo a pena o feriado: difícil achar algo aberto.
  • SE é vero que centrais planejam outra greve desta vez de 48 horas, é convite ao fracasso.
  • MOTÉIS da Capital não fizeram greve. Ao contrário, tiveram grande movimento.
  • TÁ MESA desta quarta-feira debate o impacto da reforma trabalhista aprovada na Câmara.
  • POPULARIDADE de pré-candidatos à presidente como a do deputado Jair Bolsonaro é catapultada por movimentos como o de sexta-feira.
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