Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, sexta-feira, 07 de abril de 2017. Atualizado às 00h01.

Jornal do Comércio

Viver

COMENTAR | CORRIGIR

música

Notícia da edição impressa de 07/04/2017. Alterada em 06/04 às 17h02min

Ex-guitarrista do The Police, Andy Summers faz show em Porto Alegre

Ex-guitarrista do The Police, Andy Summers (à direita) faz show com músicas do grupo

Ex-guitarrista do The Police, Andy Summers (à direita) faz show com músicas do grupo


MARCO ANTONIO CUNHA/MARCO ANTONIO CUNHA/DIVULGAÇÃO/JC
Ricardo Gruner
Andy Summers é uma figura frequente no Brasil, pelo qual se interessou após assistir Orfeu negro ainda em 1959. Entretanto, foi a música - e não o cinema - que proporcionou a intensificação da relação entre o artista e o País. Ao lado de Sting e Stewart Copeland, o inglês integrou a banda The Police, com a qual empilhou discos de platina e de ouro ao longo de apenas sete anos de atividade.
Assim como em outras oportunidades, dessa vez o inglês está por aqui a trabalho - embora essa não seja a única razão de suas visitas. O guitarrista sobe ao palco do Auditório Araújo Vianna (Osvaldo Aranha, 685) neste sábado, justamente para relembrar a carreira do grupo que lhe rendeu fama e prestígio. Com participação de dois músicos influenciados pelo trabalho do trio, João Barone (Paralamas do Sucesso) e Rodrigo Santos (Barão Vermelho), o projeto Call The Police é atração a partir das 21h. Tíquetes podem ser adquiridos por valores entre R$ 80,00 e R$ 140,00 pelo site www.ingressorapido.com.br.
Se a trajetória de muitos ícones da música contempla uma ascensão rápida ainda no começo da juventude, Summers pode ser considerado uma exceção. Em 1977, quando foi convidado a se juntar aos colegas, ele tinha 34 anos. Antes disso, deu aulas de violão, tocou com alguns grupos (incluindo uma passagem rápida pelo The Animals) e chegou a ser citado como um dos possíveis substitutos de Mick Taylor nos Rolling Stones. A história é narrada pelo próprio guitarrista no documentário Can't stand losing you - Surviving The Police (2012), baseado no livro de memórias que Summers publicou em 2006.
A glória só veio mesmo com o The Police. Com um estilo que incluía elementos de gêneros diversos, o trio foi abraçado tanto pelo público quanto pela crítica. “Eu e Sting crescemos ouvindo jazz, e isso foi fundamental para nosso desenvolvimento”, avalia o guitarrista. As principais faixas do trio - que encerrou a carreira em 1984 e teve rápidas reuniões posteriores - são lembradas pelo veterano ao vivo. O público pode esperar clássicos como Every breath you take, Message in a bottle, So lonely e Walking on the moon, entre outras. Somados, os cinco álbuns da carreira da banda atingiram uma quantidade que ultrapassa as 75 milhões de cópias vendidas – além de conquistarem prêmios como o Grammy e a primeira colocação em paradas de sucesso.
Se o interesse pelo País é antigo, também não é a primeira vez que o músico se apresenta com expoentes nacionais. “Já fiz duas turnês com o Rodrigo Santos”, lembra Summers, que acumula parcerias com Roberto Menescal e Fernanda Takai. “João Barone eu conheci pessoalmente há um ano. Muitos me falaram da identificação dele com o Stewart, e pude comprovar isso no primeiro show que fizemos”, elogia.
Fã de Villa Lobos, Baden Powell e João Gilberto, o artista apontado como o 85º melhor guitarrista do mundo em eleição da revista Rolling Stone vem se dedicando a projetos distintos. Metal dog (2015) e Triboluminescence (2017), seus dois trabalhos solo mais recentes, por exemplo, são instrumentais e tem em comum uma veia experimental. Um novo disco de rock, entretanto, não é descartado: “Por que não? A propósito, Barone e Rodrigo estão aí”, responde ele, com uma risada.
Já a turnê atual é pura nostalgia: apenas canções da época do The Police entram no repertório. Em Porto Alegre, o evento inclui discotecagem dedicada aos anos 1980 e 1990 (18h) e show de abertura de Erick Endres (20h). Após a capital gaúcha, o trio cumpre compromissos em Curitiba (12 de abril), Rio de Janeiro (13) e Teresópolis (15).
Sting, por sua vez, também está com viagem marcada para o Brasil. Encarregado da voz e do baixo do The Police, o britânico leva o show do álbum 57th & 9 para São Paulo. A apresentação única ocorre no dia 6 de maio. Ao contrário do que alguns fãs imaginam, a relação entre os dois artistas não é de inimizade. “Conversamos de vez em quando”, encerra Summers, sem dar qualquer sinal de um novo reencontro.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia