Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, terça-feira, 18 de abril de 2017. Atualizado às 15h23.

Jornal do Comércio

Panorama

COMENTAR | CORRIGIR

Artes visuais

Notícia da edição impressa de 18/04/2017. Alterada em 18/04 às 15h24min

Artes visuais são atrações essa semana em Porto Alegre

A semana está cheia de atrações ligadas às artes visuais e seus processos criativos. No Santander Cultural, abre hoje, para convidados, uma grande mostra com foco na memorabilia de Paulo Gasparotto, cuja carreira de 50 anos na comunicação resultou em muitos objetos colecionados, como quadros, esculturas e fotografias. Outra trajetória - de 70 anos de profissão - está resgatada no livro e na exposição que poderão ser vistos a partir de amanhã, na Galeria Tina Zappoli. A homenagem é dedicada a Marianita Linck, uma das maiores ceramistas do Brasil.

Intensas loucuras de um comunicador

Retrato de Gilda Marinho (de João Fahrion) integra exposição
Retrato de Gilda Marinho feita por João Fahrion pertence ao acervo de Gasparotto (foto menor
DELRE VIVAFOTO/DIVULGAÇÃO/JC
A mostra Paulo Gasparotto - Certas pequenas loucuras..., que abre amanhã para o público no Santander Cultural, permite um mergulho profundo no vasto universo do jornalista, um dos profissionais mais destacados da comunicação do Estado. Com curadoria da historiadora e crítica de arte Paula Ramos, a visitação segue até 28 de maio.
São 150 peças que contextualizam os 80 anos de vida e 50 dedicados ao colunismo social de Gasparotto. "Voluntarioso, teimoso, impaciente, altamente emocional e muito apaixonado, sempre, por tudo. E sobretudo, a única razão de eu viver, sempre, foi estar apaixonado por alguma coisa, por algum objeto, por alguma pessoa. Sem emoção não há vida. Hoje, procuro não ter tantas raivas, até porque não vale a pena. E procuro ter mais paixões", assim se define o colunista homenageado.
Para Paula, "é um privilégio trabalhar ao lado de um profissional como Paulo Gasparotto. Além de ter contato com uma pessoa incrível, apaixonada pela vida e por seu trabalho, bem como por Porto Alegre e seus personagens, Gasparotto é um ícone: de comunicação, de elegância, de humanidade".
Mundialmente conhecido por sua obra, Marcel Proust (1871-1922) é quem fornece o fio condutor da exposição, segundo a curadora. Certas pequenas loucuras... sugere tanto o percurso, as opções e as afinidades eletivas que pautaram o caminho profissional do jornalista, como seu fascínio por determinados objetos, temas e vultos, a começar pelo complexo e fundamental escritor francês. Seus interesses giraram em torno de artes visuais, antiguidades, música, literatura, meio ambiente, patrimônio histórico, homoerotismo, moda e, claro, a vida mundana e o universo dos "elegantes".

Registro de uma vida

Aos 93 anos, Marianita Linck é tema do livro Cerâmica, um caminho de vida (Imagens da Terra, 176 págs.). A publicação, organizada por Blanca Brites, resgata as sete décadas dedicadas à cerâmica e tem a companhia de uma mostra ilustrativa da obra da artista. As atividades acontecem na Galeria Tina Zappoli (Coronel Paulino Teixeira, 35), às 19h.
Grande homenageada do último Açorianos de Artes Plásticas, em dezembro de 2016, Marianita foi professora de Educação Artística em escolas, trabalhou com educação de surdos e permaneceu como docente na Ufrgs de 1968 a 1991, quando se aposentou para se dedicar totalmente ao seu fazer artístico.
O título servirá como subsídios de investigação histórica para estudantes, preservando a memória da porto-alegrense que foi responsável pela criação do primeiro curso de graduação em cerâmica no Brasil. Ela chegou a ganhar bolsas para estudar nos Estados Unidos e no Japão. Apesar de não ter tido exposições fora do País, a ceramista viajou muito em busca de mais conhecimento: foi a turismo, com seus próprios recursos, para visitar museus, ver arte, observar, aprender.
Para ajudá-la na formatação do livro, a ceramista convidou a pesquisadora e docente do Instituto de Artes da Ufrgs Blanca Brites, que foi sua aluna de Cerâmica na universidade e tornou-se sua amiga. "Marianita me chamou e formei uma equipe: designer, produtor, pesquisadores, fotógrafos", conta Blanca.
Conforme a organizadora, o livro tem grande parte iconográfica, com o registro visual das obras (imagens feitas pelo fotógrafo Fernando Zago): "Foi o máximo que se conseguiu recuperar de diversos lugares, acervo de museus, galerias e colecionadores. Ela vendeu muitas peças, é uma profissional reconhecida, com méritos".
Mesmo a homenagem do Açorianos de Artes Plásticas configurou-se em uma forma de marcar a relevância dessa trajetória. Foi um momento de muita emoção, pois Marianita Linck não tem uma personalidade destinada aos holofotes. Todos os presentes a aplaudiram de pé, por vários minutos: "Subi no palco e falei que não sabia o que dizer, só agradeci; não sou de falar. Foi muito lindo, tive muito aluno na minha vida".
A obra Cerâmica, um caminho de vida: Marianita Linck não tem fins comerciais. Após o lançamento, será distribuída em bibliotecas, instituições de ensino e centros culturais, para que sirva de material de pesquisa.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia