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Porto Alegre, domingo, 14 de maio de 2017. Atualizado às 20h33.

Jornal do Comércio

Empresas & Negócios

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Com a palavra

Notícia da edição impressa de 15/05/2017. Alterada em 14/05 às 19h53min

Rudimar Borelli: Marelli quer crescer 30% em 2017

Rudimar Borelli atravessa uma jornada de obstáculos com resiliência

Rudimar Borelli atravessa uma jornada de obstáculos com resiliência


GUILHERME JORDANI/DIVULGAÇÃO/JC
Tatiana Prunes
Quanto maior o desempenho da economia, mais geração de emprego e, quanto mais funcionários, mais é preciso adequar o ambiente, com cadeiras, mesas e divisórias. É focada exatamente nessa demanda que a Marelli, fábrica dedicada ao segmento corporativo, não se deixou tomar pelo negativismo e trabalhou com muito mais afinco para superar a crise econômica que balançou todos os setores do País.
E é da mesma maneira e vontade de quem acompanhou o nascimento da empresa, sediada, desde 1983, em Caxias do Sul, que o sócio-fundador e presidente, Rudimar Borelli, atravessa uma jornada de obstáculos, com resiliência. "Remamos e nos defendemos da forma que foi possível para enfrentar os problemas econômicos dos últimos dois anos. Tivemos que nos reorganizar internamente e abrir mão de algumas coisas que não estávamos acostumados e, assim, conseguimos nos adaptar bem", afirma Borelli.
Resistente aos maus tempos e vislumbrando um futuro bem melhor, a Marelli investiu ainda mais e, recentemente, firmou parceria com uma empresa italiana de divisórias, com a qual já tem os primeiros negócios fechados. "Com esse produto, há uma perspectiva ótima de aumento do faturamento", comemora o executivo, que prevê crescimento de 30% na vendas do grupo neste ano.
Empresas & Negócios - A Marelli atua há 34 anos voltada ao mercado corporativo e sempre manteve o foco neste segmento?
Rudimar Borelli - Na verdade, a nossa meta sempre foi muito direcionada para mobiliários corporativos mesmo. Acreditamos muito em foco, ou seja, analogicamente falando, não consideramos que um restaurante faça feijoada, peixe e pizza com sucesso em tudo. Então, dentro desse setor, preferimos deixar aquilo que não somos bons de lado e oferecer o que entregamos bem. Por isso, nesses nossos 34 anos, sempre fomos muito direcionados, acreditando em uma menor diversificação, mas que tudo seja muito bem-feito.
Empresas & Negócios - A crise que abalou a economia do País afetou os negócios da Marelli?
Borelli - Os anos de 2015 e 2016 foram os piores da história para um grande número de setores da economia, e a Marelli não ficou de fora disso. Nossos produtos têm muito a ver com crescimento, com contratação nas empresas, ou seja, na curva ascendente. Por isso fomos afetados diretamente, embora tivéssemos feito esforços internos, externos, baixado preços e custos. Sofremos pela falta de demanda. No ano passado, houve uma queda de 20% no faturamento e, em 2015, um pouco mais. Já a previsão de faturamento das empresas do grupo Marelli para este ano deve ultrapassar R$ 210 milhões, incremento de 30% em relação a 2016.
Empresas & Negócios - Apesar disso, a Marelli está fazendo novos investimentos?
Borelli - No meio da "seca", foi quando mais nos preparamos. Fizemos uma reestruturação de forma muito importante para poder colocar o carro na pista e, quando o sinal abrir, conseguirmos arrancar na frente. Por isso, seguindo nesta linha, a empresa vem reorganizando o canal de distribuição. Inauguramos, no final do ano passado, uma filial da Marelli na capital de São Paulo, cidade que é considerada o grande centro do consumidor, o maior do País. Vamos atuar com loja-piloto, fazendo rodar o sistema lá e depois distribuí-lo para toda a nossa rede. Temos uma expectativa grande em São Paulo, pois é uma praça muito interessante, onde tudo começa por ter um público formador de opinião.
Empresas & Negócios - Entre as novidades há algum produto específico?
Borelli - A Mareli sempre foi uma empresa muito atenta ao que existe lá fora, e algumas situações vêm mudando fortemente. Um exemplo são as mesas reguláveis, nas quais o funcionário trabalha de 30% a 40% do tempo em pé. Então estamos começando a apresentar essa tendência de melhoria para o mercado, que, no final de tudo, proporciona saúde e, consequentemente, produtividade. Há pesquisas apontando que a pessoa consegue emagrecer até cinco, seis, sete quilos por ano só por essa nova dinâmica. Perdendo peso, ela aumenta a qualidade de vida e melhora os indicadores de saúde. É uma frente nova que vem aí, desenvolvida pelos países mais avançados, em que a Marelli, a princípio, vem sendo uma das percussoras no Brasil.
Empresas & Negócios - Então, mesmo com toda a crise e as dificuldades, a Marelli projeta crescer ainda mais neste ano?
Borelli - Nós não deixamos de realizar investimentos necessários. Aliás, nunca fizemos tantos investimentos quanto nesses últimos dois anos para preparar a empresa para o futuro, porque as crises vêm e passam. Quando a turbulência passar, teremos a capacidade de buscar um pouco do que se perdeu. Inclusive adquirimos, no início do ano passado, uma empresa que trabalha com móveis, mas voltada para a instalação no varejo, a Ingecon. Por meio dela, atendemos a clientes como Lojas Renner, Zara, Malwee, Tramontina, Camicado, Marisa e o grupo Pão de Açúcar, entre outros.
Empresas & Negócios - Que recursos a Marelli utiliza para se manter no mercado, cada vez mais tecnológico?
Borelli - Utilizamos o que há de melhor no mundo em termos de equipamento para acompanhar as últimas tendências.
Empresas & Negócios - Como é a atuação da empresa no exterior?
Borelli - A Marelli participa com cinco lojas no Uruguai, no Paraguai e na Bolívia, que representam 10% do faturamento.
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