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Porto Alegre, segunda-feira, 20 de março de 2017. Atualizado às 12h55.

Jornal do Comércio

Política

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reforma da previdência

Alterada em 20/03 às 12h57min

Congresso será o 'senhor' da reforma da Previdência, diz Temer

Temer destacou que proposta iguala as regras para os diversos setores de empregados

Temer destacou que proposta iguala as regras para os diversos setores de empregados


Beto Barata/PR/Divulgação/JC
O presidente da República, Michel Temer, voltou a falar que o Congresso é o "senhor" da reforma da Previdência, sinalizando que reconhece prováveis mudanças no texto que o governo encaminhou ao Legislativo e que está sendo discutido na Câmara. O peemedebista discursou na posse do Conselho Administração da Câmara Americana de Comércio Brasil-Estados Unidos (Amcham), na capital paulista.
"O Congresso é o senhor desta matéria agora porque é lá que se dará o debate", disse o presidente. Ele lembrou que, após aprovada a proposta, a reforma não dependerá de sanção do Executivo porque a PEC já será promulgada no Congresso. "Nós temos a convicção de que os companheiros congressistas tem consciência da necessidade de se fazer o ajustamento da Previdência", afirmou.
Ele destacou que a proposta do Planalto iguala as regras para os diversos setores de empregados e defendeu a idade mínima estabelecida no projeto, de 65 anos, falando que são "pouquíssimos" os países que não têm estabelecido o limite. Ele destacou que a reforma vai ajudar no controle das contas públicas.

Reforma trabalhista é mais fácil de aprovar do que emenda, afirma Temer

Temer afirmou ainda que a reforma trabalhista é mais facilmente 'aprovável' do que uma emenda constitucional, pois precisa apenas de maioria simples na Câmara e no Senado para ser aprovada. "Suponho que logo será aprovada essa readequação trabalhista", declarou.
Ele defendeu a valorização das negociações coletivas de trabalho, que consta no projeto, e disse que o projeto regulamenta o que já está garantido na Constituição.
O presidente destacou o diálogo que o governo estabeleceu com o Congresso e disse que isso garantiu a aprovação de medidas "difíceis", como o teto de gastos. Para ele, as reformas são "corajosas" e fazem com que o Brasil volte a crescer. "Nós não tomamos medidas populistas, mas temos absoluta certeza de que são medidas populares", destacou.
O presidente destacou que populistas são medidas com efeito imediato, mas irresponsáveis. Para as medidas populares, Temer disse que "lá adiante" é que o benefício que elas trazem serão reconhecidos.
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