Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quinta-feira, 16 de março de 2017. Atualizado às 22h36.

Jornal do Comércio

Política

COMENTAR | CORRIGIR

Assembleia Legislativa

Notícia da edição impressa de 17/03/2017. Alterada em 16/03 às 20h48min

Governo do Rio Grande do Sul quer votar projetos do pacote na terça-feira

Marcus Meneghetti
Depois de o governador José Ivo Sartori (PMDB) declarar, nesta quarta-feira, que, "independente das contrapartidas federais, o pacote de medidas do governo do Estado deve ter continuidade na Assembleia Legislativa", os deputados estaduais da base aliada se articulam para colocar as matérias na pauta da sessão da próxima terça-feira.
No entanto, antes de votar os projetos remanescentes do pacote de reestruturação do Estado, os parlamentares têm que apreciar dois vetos do governador e oito textos em regime de urgência (alguns são do pacote). O líder do governo na Assembleia, deputado Gabriel Souza (PMDB), projeta que as propostas do Executivo vão à votação depois da apreciação dos vetos.
"Depois dos vetos, vamos colocar imediatamente na pauta os projetos do pacote. Ainda não sabemos a ordem. Mas o governo está preparado para votar todos", disse Souza - que acrescentou ainda que o Palácio Piratini conta com "votos suficientes para aprovar todas as matérias".
Alguns aliados do governo, entretanto, não acreditam que a pauta da próxima terça vá além da apreciação dos vetos - como por exemplo o líder da bancada do PDT, deputado Gilmar Sossella. "Acredito que os projetos do pacote não entram na pauta da próxima terça. Acho que só votaremos os vetos", avaliou.
Como na votação do final do ano passado, os pedetistas não devem votar a favor do Piratini em todas as propostas. Há projetos que o PDT deve ir contra, outros que deve dar voto favorável e outros ainda que vai depender da aprovação de emendas propostas pelos parlamentares da bancada.
"Somos contra as PECs (Propostas de Emenda à Constituição) que retiram o plebiscito para privatizar a CEEE, Sulgás e CRM (Companhia Riograndense de Mineração), que mudam a data-base do salário dos servidores públicos e que autorizam o parcelamento do 13º salário do funcionalismo", disse Sossella.
E concluiu: "Vamos analisar o resto caso a caso. Em alguns textos, apresentamos emendas. Nessas, votaremos com o governo se elas forem mantidas". 
Stela Farias (PT) - líder da maior bancada de oposição - garantiu que o partido é contra todas as propostas do pacote. Stela acredita que a estratégia oposicionista vai ser a mesma do ano passado: ocupar todos os espaços de fala para postergar ao máximo a votação das medidas do governo.
"Não definimos ainda como vamos proceder, porque o Piratini vai definir a ordem de votação na semana que vem. Mas provavelmente vamos obstruir a votação, ocupando todos os espaços previstos no regimento interno da Casa", antecipou a líder petista.
Na semana passada, o líder da bancada do PP, deputado João Fischer, cobrou a retomada das votações no Parlamento em uma reunião no Palácio Piratini com o chefe da Casa Civil, Márcio Biolchi (PMDB). "Temos uma pauta para votar, e a sociedade nos cobra uma resposta", ponderou. Fischer pediu também a retirada da urgência de alguns projetos, como o que trata dos créditos presumidos.
 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia