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Porto Alegre, domingo, 19 de março de 2017. Atualizado às 22h58.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 20/03/2017. Alterada em 19/03 às 21h12min

A Ospa e a nova sala de ensaios

Antônio Carlos Côrtes
Minha paixão pela Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa) vem de longa data. Trato disto no livro Bailarina do Sinal fechado, quando registrei a passagem por aqui do regente Isaac Karabtchevsky: "Lembro-me do festejado maestro explicando obras magníficas e compositores. Aduziu, por exemplo, que Strauss compunha distante da partitura para sentir o seu efeito. Era assim com simplicidade e humildade que lecionava. É preciso que haja consciência de que, na orquestra, o músico é meio e fim. Profissional que executa com extremo zelo e total dedicação a sua função. O que concerne a aspectos emocionais tem relação ao regente, que além da leitura da partitura, sublinha meneios de cabeça, gesticula braços erguidos firmemente dirigindo-se aos naipes. O saudoso maestro Pablo Komlós tem sua memória registrada na cultura do Estado. A Ospa é uma orquestra que orgulha os rio-grandenses do Sul e precisa de apoio da iniciativa privada e do poder público".
A razão destas linhas que humildemente traço é imbuída de pura emoção, eis que tive o privilégio de assistir à inauguração de sua definitiva sala de ensaios, ressalto que apesar de fundada em 1950 jamais possuísse espaço para chamar de seu, pois nômade. Está localizada no Centro Administrativo do Estado, ao lado da Secretaria de Educação. Não poderia ter melhor vizinhança. Seu atual diretor artístico, Evandro Matté, com seu sorriso largo sublinhava o momento histórico. O secretário da Cultura, Turismo, Esporte e Lazer, Victor Hugo da Silva, duplamente feliz em face de ser um músico-secretário, além de jornalista, pois estava pagando dívida cultural do Estado à importante orquestra, segunda mais antiga do País.
O Ministério Público e a iniciativa privada ajudaram na viabilização de projeto e execução no prazo recorde de apenas 75 dias. O presidente da Fundação Pablo Komlós, o professor Luiz Osvaldo Leite, emocionado, registrou que assistira quando jovem o primeiro concerto da orquestra.
Escritor
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