Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, sexta-feira, 17 de março de 2017. Atualizado às 13h23.

Jornal do Comércio

Opinião

COMENTAR | CORRIGIR

artigo

Notícia da edição impressa de 17/03/2017. Alterada em 16/03 às 19h45min

Meritocracia no serviço público?

Diogo Chamun
A origem da palavra meritocracia vem do latim (meritum = mérito) e do sufixo grego antigo "cracia" que significa poder. É um sistema de gestão que considera o mérito como a razão principal para se atingir posições de topo. Embora o sufixo "cracia" sugira um sistema de governo, ela possui, um sentido mais amplo. Em organizações, pode ser uma forma de recompensa por esforços, e é nesse sentido que quero explorar na dinâmica dos serviços prestados pelos governos.
Não é justo generalizar, mas a qualidade e a eficácia do serviço público é, via de regra, de baixa qualidade. Temos diversos processos que são morosos e fragmentados. A resposta para essa dinâmica parece óbvia: por que o servidor vai atender 20 processos em um dia para ganhar a mesma coisa caso atenda apenas cinco? Ou por que caprichar para a tarefa sair com mais qualidade se não ganha nada por isso? Infelizmente, a garantia de emprego e a remuneração fixa trazem um conformismo totalmente contrário à produtividade, delegando ao perfil empreendedor do servidor a agilidade e qualidade do serviço. Os trabalhadores brasileiros são menos produtivos que a maioria dos trabalhadores de outros países. Um norte-americano produz quatro vezes mais, e o chileno, duas vezes mais que o brasileiro. Precisamos urgentemente alterar a estrutura dos serviços públicos visando uma melhor entrega e vinculando a produtividade na remuneração. Sabemos que dependemos da mudança de legislação, mas precisamos dar o "pontapé" inicial, sob pena de dificultar ainda mais o empreendedorismo e, por consequência, a retomada do crescimento.
É possível levar a meritocracia para o serviço público? Sim! Basta que as regras fiquem bem definidas, a partir de uma legislação clara. Pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Indústria ano passado apontou que a proporção de brasileiros que acreditam que pagam caro por serviços públicos ruins é cada vez maior. Considerando a quantidade de impostos pagos no País, 90% dizem que os serviços deveriam ser mais efetivos. Em 2013, eram de 83% e, em 2010, de 81%. Portanto, a insatisfação é crescente. Construir um plano justo de desenvolvimento profissional, baseado na meritocracia, é a saída para termos serviços públicos de qualidade.
Presidente do Sescon-RS
 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
carlos eduardo vieira ribeiro 17/03/2017 11h47min
fui prefeito por 3 gestoes, e no i primeira todos serviços publicos eram, licitados e foi criada uma cooperativa de multiplos serviços ,que atendia todo setor publico, e como experiencia foi espetacular. pois o sistema incentiva ao trabalho gerando lucros das cotas partes e incentivando o trabalho, o atual sistema leva a paralizaçao da maquina publica e as tuas regras nao incentiva a produçao ,hoje limitaçai a lei responsabilidade fiscal ao teto maximo 54%, e com a cooperativa metade disso