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Porto Alegre, quarta-feira, 15 de março de 2017. Atualizado às 12h24.

Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Notícia da edição impressa de 15/03/2017. Alterada em 15/03 às 12h27min

Paralisações desordenadas prejudicam a sociedade

O direito ao protesto faz parte da democracia e as manifestações devem ser toleradas, desde que pacíficas e sem prejudicar a sociedade como um todo. Mas paralisar cidades, bloquear rodovias e invadir prédios públicos não são a solução, apenas aumentam os problemas.
O País precisa de reformas estruturais, de menos burocracia, poupar o dinheiro público e aplicar mais em educação - a base de todas as mudanças para melhor -, saúde e segurança. E moradia e trabalho são os maiores fatores de elevação da dignidade humana.
A ampliação do acesso ao Ensino Superior, nos últimos anos, é algo a ser aplaudido, pois, antes, apenas jovens bem preparados em cursinhos caros conseguiam chegar às faculdades. Enfim, nem tudo está errado.
Reformas e uma ação coesa, articulada e sóbria do Congresso Nacional para legislar pelo bem comum é que ajudarão a mudarmos tudo o que julgamos errado no País.
Porém, as mudanças de comportamento começam por cada um de nós. A correção na atitude individual com obediência às leis se refletirá em uma sociedade mais organizada, justa e democrática.
Acontece que nunca antes se viu tantas paralisações de setores como nos últimos meses. Toleráveis, desde que sem prejudicar o ir e vir das pessoas e seus compromissos, muitos inadiáveis.
O que não é suportável, insistimos, é o bloqueio, a desorganização no ensino, em repartições públicas e as demais pessoas perdendo tempo e dinheiro nos seus compromissos.
Se paralisar as atividades no setor privado é algo previsto na lei, da mesma forma, quando se trata de policiais, sejam civis, militares ou federais, de serviços públicos essenciais, da rede escolar e do transporte coletivo, isso beira à irresponsabilidade. A mesma lei que dá direitos exige deveres para com a coletividade.
O bem da sociedade é a afirmação da vida organizada, o desenvolvimento da nossa capacidade em realizar mudanças, ou não, mas dentro do ordenamento jurídico e com decisões no Congresso Nacional, seguindo o rito imposto desde sempre.
A virtude nacional será assumirmos a responsabilidade por tudo aquilo com que nos comprometemos, com ou sem reformas, as quais caberá ao Congresso e ao Supremo Tribunal Federal, em última instância, decidir.
As reformas estão seguindo o que a lei manda. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, tem falado para diversas bancadas de parlamentares explicando a reforma da Previdência.
Ninguém é obrigado a concordar, mas, pelo menos, que o inteiro teor dela seja divulgado, evitando-se o tradicional "achismo", em que se opina baseado em superficialidades ou frases de efeito contrárias ou favoráveis.
A manifestação pública organizada é salutar e devemos respeitá-la. No entanto, sempre se lembra que o nosso direito acaba no exato limite do direito dos demais.
E isso, de algum tempo para cá, não tem sido respeitado, e não apenas nos governos federal, estadual, mas também em Porto Alegre.
Sem ordem, não chegaremos ao progresso que tanto almejamos nos três níveis governamentais do País, honrando o lema de nossa bandeira. E isso é fundamental.
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