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Porto Alegre, sexta-feira, 17 de março de 2017. Atualizado às 16h29.

Jornal do Comércio

Geral

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Investigação

17/03/2017 - 07h39min. Alterada em 17/03 às 16h30min

Maior operação da história da PF envolve corrupção entre frigoríficos e servidores públicos

Patrícia Comunello
Atualizada às 12h30min
A Polícia Federal informou que deflagrou, na manhã desta sexta-feira (17), a maior operação da sua histórica em mobilização de policiais e que atinge os estados do Rio Grande do Sul, São Paulo, Distrito Federal, Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais e Goiás. Segundo a PF, a Operação Carne Fraca desarticula organização criminosa liderada por fiscais agropecuários federais e empresários do agronegócio do setor de frigoríficos. O site do Estadão.com informa que executivos do Frigorífico JBS, o maior grupo de processamento de carnes do mundo, estariam entre os presos. No despacho do juiz Marcos Josegrei da Silva determinou o bloqueio de R$ 1 bilhão das empresas investigadas.
Em entrevista sobre a operação em Curitiba, a PF informou que parte do dinheiro arrecadado pelo esquema de corrupção envolvendo fiscais e maiores frigoríficos do País, dentro da Operação Carne Fraca, revelada na manhã desta sexta-feira (17), abastecia o PMDB e o PP. O delegado federal Maurício Moscardi Grillo afirmou que "ficava bem claro que uma parte do dinheiro da propina era, sim, revertido para partido político". A investigação aponta uso de substâncias cancerígenas para adulterar produtos
Vídeo mostra a chegada da PF à residência para cumprir mandado na operação
Em quase dois anos de investigação, a PF apurou que as superintendências regionais do Ministério da Pesca e Agricultura (Mapa) no Paraná, Minas Gerais e Goiás atuavam protegendo grupos empresariais contra o interesse público. Aproximadamente 1,1 mil policiais federais cumprem 309 mandados judiciais, 27 deles de prisão preventiva, 11 de prisão temporária, 77 de condução coercitiva e 194 de busca e apreensão em residências e locais de trabalho dos investigados e em empresas supostamente ligadas ao grupo criminoso.
As ordens judiciais foram expedidas pela 14ª Vara da Justiça Federal de Curitiba, do Paraná, e estão sendo cumpridas na manhã desta sexta nos sete estados. A PF explica que os agentes públicos que tinham a tarefa de fiscalizar os setores recebiam propina para facilitar a produção de alimentos adulterados, emitindo certificados sanitários sem qualquer fiscalização efetiva. Entre as ilegalidades pelos servidores estão "a remoção de agentes públicos com desvio de finalidade para atender interesses dos grupos empresariais". A medida permitia a continuidade das irregularidades de frigoríficos e empresas do ramo alimentício desrespeitando a legislação.
O nome Carne Fraca, segundo a PF, é uma alusão à expressão popular e a qualidade dos alimentos fornecidos ao consumidor por grandes grupos corporativos do ramo alimentício. A expressão popular demonstra uma fragilidade moral de agentes públicos federais que deveriam zelar e fiscalizar a qualidade dos alimentos fornecidos a sociedade.
Com informações da Agência Estado.
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