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Porto Alegre, sexta-feira, 17 de março de 2017. Atualizado às 13h26.

Jornal do Comércio

Geral

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Segurança pública

Notícia da edição impressa de 17/03/2017. Alterada em 16/03 às 21h48min

Porto Alegre aposta em integração e tecnologia contra violência

Guarda Municipal tem assumido ações antes destacadas para a Brigada Militar

Guarda Municipal tem assumido ações antes destacadas para a Brigada Militar


Arquivo/JC
Isabella Sander
O primeiro passo determinado pelo secretário de Segurança de Porto Alegre, Kleber Senisse, ao assumir a pasta foi o conserto de viaturas da Brigada Militar (BM). O segundo será fazer o mesmo com os carros da Polícia Civil. Uma terceira etapa pretendida é que as concessionárias se candidatem a licitações para a manutenção das viaturas oferecendo um preço abaixo do mercado, como forma de parceria com a prefeitura. "Normalmente, quem ganha, pensando no atraso no recebimento do pagamento, põe um preço muito acima. O processo, porém, deveria ser o contrário: temos que ter o compromisso de todos para reverter os índices de criminalidade de Porto Alegre", avalia.
Nesta quinta-feira, em palestra a empresários dos bairros Humaitá e Navegantes, Senisse, além de falar sobre as medidas já em andamento, detalhou também seu plano de atuação no combate à violência no município. Coronel da reserva da BM, o secretário revelou que sua aposta para qualificar a segurança pública é em tecnologia, integração, inteligência e relação com a comunidade.
"Vivemos muito tempo em uma plataforma na qual a segurança era dever principalmente do Estado, que não possui nenhuma responsabilidade direta com o município. Iniciamos essa gestão com a certeza de que era preciso mudar esse modelo, tornando a prefeitura uma das protagonistas no combate à violência", relata.
A Secretaria Municipal de Segurança (Smseg) era voltada, até o ano passado, especialmente para a proteção do patrimônio da prefeitura, como postos de saúde, escolas municipais e prédios administrativos. Agora, o trabalho da Guarda Municipal tem servido de suporte para o da BM. "Estamos assumindo ocorrências como perturbação da ordem e bloqueio de vias, para livrar a corporação para casos mais graves", explica o coronel da reserva.
Segundo Senisse, há 793 guardas municipais em Porto Alegre, que trabalhavam em atividades secundárias e, agora, atuam no policiamento ostensivo e em um setor de inteligência. "Antes, não havia inteligência na Guarda Municipal, ou seja, a corporação não tinha proatividade nenhuma. Agora temos, integrada à inteligência nacional", enfatiza.
O Centro Integrado de Comando (Ceic) de Porto Alegre, por exemplo, era usado principalmente para monitorar questões climáticas e relativas à Defesa Civil. Agora, serve também para o combate à violência. "Tínhamos câmeras de vários órgãos, todos sem comunicação uns com os outros. Hoje, todas as câmeras já estão espelhadas e com capacidade para monitoramento", ressalta.
A prefeitura tem tomado atitudes visando parcerias com a comunidade, como o pedido para que concessionárias se responsabilizassem pelo conserto de 100 viaturas da BM. "A saúde, por exemplo, tem a garantia de 12% do orçamento público. A segurança pública nunca teve isso, mas deveria ter um repasse coerente com a necessidade. Como o recurso municipal é baixo, precisamos do apoio da sociedade civil", observa o secretário.
Outra possibilidade de parceria ventilada pelo secretário é a integração das câmeras de segurança já utilizadas por estabelecimentos comerciais ao sistema da prefeitura. "Já temos 30 câmeras que fazem a leitura das placas dos carros e verificam a situação dos automóveis. Estamos fazendo uma parceria com a Polícia Rodoviária Federal e queremos integrar também o sistema com shoppings e estacionamentos, por exemplo, para identificar carros roubados", aponta.
O presidente da Associação das Empresas dos Bairros Humaitá-Navegantes (Aehn), Luiz Carlos Camargo, salienta que a entidade pretende fazer reuniões mensais sobre temas pertinentes aos empresários da região. "Queremos dar os parabéns para a Brigada Militar e a Operação Avante. Há muito tempo não víamos viaturas por aqui e agora temos visto. Esperamos que com os incrementos anunciados, de mais 100 policiais para a nossa zona, a criminalidade saia daqui", pontua. A região é atendida pelo 11º Batalhão da Polícia Militar.
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Comentários
Marcos Vaz Ferreira 17/03/2017 10h23min
Como bem citado acima: "Vivemos muito tempo em uma plataforma na qual a segurança era dever principalmente do Estado, que não possui nenhuma responsabilidade direta com o município". Pois bem, é sabido que há concurso em andamento, inclusive com TAF já realizado, paralisado desde 09.08.2016, o que vai de encontro às necessidades dos cidadãos de Porto Alegre, capital do Estado. Aí me pergunto: Sr. Prefeito, cadê você? Que sirva de exemplo as medidas tomadas em Novo Hamburgo, Canoas, etc...