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Porto Alegre, segunda-feira, 20 de março de 2017. Atualizado às 18h08.

Jornal do Comércio

Economia

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conjuntura

Alterada em 20/03 às 18h13min

Juros futuros fecham perto dos ajustes anteriores

Os juros futuros terminaram a segunda-feira (20), perto dos ajustes anteriores, em uma sessão de liquidez bastante fraca. Apesar do bom desempenho dos demais ativos domésticos, com alta firme da bolsa e queda do dólar ante o real, os juros futuros não acompanharam no mesmo ritmo, dadas as incertezas em relação aos cenários político e fiscal, elevadas pela Operação Carne Fraca, principalmente no trecho longo, mais sensível a este tipo de risco. No entanto, estes vencimentos apagaram a leve alta vista pela manhã, na medida em que o dólar se firmou em queda e os juros dos Treasuries aceleravam o recuo à tarde.
As taxas curtas encerraram com viés de baixa, influenciadas pelo cenário de inflação benigno. A Pesquisa Focus do Banco Central, publicada pela manhã, mostrou que a mediana das estimativas para o IPCA em 2017 segue a caminho dos 4%, recuando de 4,19% para 4,15%, às vésperas da divulgação do IPCA-15 de março, na quarta-feira.
Ao final da sessão regular, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 (123.800 contratos) encerrou em 9,995%, na mínima, de 10,010% no ajuste de sexta-feira. A taxa do DI janeiro de 2019 (82.500 contratos) passou de 9,54% para 9,55% e a do DI janeiro de 2021 (86.360 contratos), de 9,97% para 9,99%.
Em meio à agenda fraca de indicadores, a leitura ambígua do noticiário deixou sem norte as taxas, que pela manhã seguiram o viés de alta do dólar. À tarde, a moeda ampliou a queda e renovou mínimas, chegando a cair abaixo de R$ 3,07. Também o yield da T-Note de dez anos se afastou dos 2,50%, projetando 2,468% às 16h24.
O quadro fiscal, por sua vez, segue inspirando cautela, com algum receio de que a Operação da Polícia Federal tenha impacto no andamento das reformas. Segundo profissionais da área de renda fixa, por um lado, a ação da PF traz desdobramentos negativos para o governo, como a suspensão de embarques para vários países. De outro, não afeta diretamente o núcleo duro do governo e tira um pouco o foco das delações da Odebrecht e da lista de Janot.
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