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Porto Alegre, domingo, 19 de março de 2017. Atualizado às 19h18.

Jornal do Comércio

Economia

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Investigação

19/03/2017 - 19h18min. Alterada em 19/03 às 19h21min

Entidades do setor agropecuário pediram a Temer que a população seja esclarecida

Setor pediu a Temer que a população seja esclarecida do "pequeno alcance das irregularidades"

Setor pediu a Temer que a população seja esclarecida do "pequeno alcance das irregularidades"


AFP/JC
Os representantes do setor pecuário que se reuniram com o presidente Michel Temer neste domingo (19) pediram que a população seja esclarecida sobre o que consideram pequeno alcance das irregularidades descobertas pela Operação Carne Fraca no setor. O presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), João Martins, defendeu a punição de frigoríficos e fiscais envolvidos nas irregularidades apontadas pela Polícia Federal na Operação Carne Fraca.
Após reunião com o presidente, ministros e representantes do setor pecuário, Martins voltou a dizer que os produtores são vítimas, mas ressaltou que o Brasil tem uma boa defesa sanitária. "Temos mais de 4 mil unidades de abate no Brasil e isso aconteceu em 3 unidades. Temos um dos melhores sistemas de fiscalização do mundo", afirmou. "A população precisa ter certeza que está consumindo carne com a inspeção perfeita e de melhor qualidade possível", afirmou.
Para o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, o governo está mais preocupado com o mercado externo e não está dando explicações ao consumidor brasileiro. Ele também ressaltou que foram apenas três frigoríficos fechados e que a grande maioria não tem problema. "As pessoas não querem mais comprar carne. Falta explicação para todos", afirmou. Ele ressaltou que os mercados para a carne brasileira foram conquistados com dificuldades e que podem não querer mais comprar o produto.
De acordo com Martins, o presidente Temer listou as medidas que já foram tomadas, como a punição de 32 fiscais e fechamento de três unidades. "Ele foi bem claro e disse que vão penalizar aqueles que queiram denegrir a imagem do Brasil", acrescentou.
Martins demonstrou preocupação com o impacto que a crise aberta pela operação terá no preço do boi e disse que os frigoríficos poderão usar de "má fé" para dizer que houve queda no preço por fechamento de mercados internacionais, o que, segundo ele, ainda não ocorreu. "Só vamos saber a especulação com o preço do boi quando o mercado abrir", completou. Ele acrescentou que ainda não é possível estimar os prejuízos que a operação trará para o setor.
Mais cedo, antes da reunião, Martins chegou a dizer que houve exagero e pirotecnia na Operação da Polícia Federal. Após o encontro, porém, ele ponderou que, quando se fala em segurança alimentar, todo exagero é pouco. "Não cabe a mim achar que a Polícia Federal exagerou ou não. Quando se fala de segurança alimentar, eles têm que ser extremamente rigorosos", completou. Também participaram da reunião o ministro interino da Justiça e Cidadania, Davi Levi, e o diretor da Polícia Federal, Leandro Daiello.
O presidente Temer se reúne neste domingo com embaixadores de 40 países, que já chegaram ao Palácio do Planalto, a maioria demonstrando preocupação e disposta a ouvir o que o presidente falará. O embaixador da União Europeia, João Gomes Cravinho, fez questão de dizer que a discussão deste domingo (19) não tem a ver com as negociações entre o Mercosul e o bloco Europeu. A previsão é que, após essa reunião, um representante do governo fale com a imprensa.
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