Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quinta-feira, 16 de março de 2017. Atualizado às 22h36.

Jornal do Comércio

Colunas

COMENTAR | CORRIGIR
Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 17/03/2017. Alterada em 16/03 às 20h47min

Empobrecimento geral

O deputado federal gaúcho Bohn Gass (PT) chamou atenção para os efeitos da reforma da Previdência sobre os municípios. Segundo ele, em 3,9 mil dos 5,5 mil municípios brasileiros, os recursos das aposentadorias e demais benefícios são maiores do que o Fundo de Participação dos Municípios. Esse número corresponde a 70% das cidades. Para piorar, em 80% deles, a verba da Previdência é superior à própria arrecadação municipal. "Quem conhece o Brasil sabe: quando recebem a aposentadoria, as pessoas vão para o comércio, pagam a farmácia, compram roupas, viajam para ver os parentes. Então, se esta verba for reduzida, todas as atividades econômicas dos municípios também serão reduzidas. A lógica é inevitável: com menos atividade econômica, o imposto do município também fica menor. E assim o resultado é o empobrecimento geral", disse o parlamentar.
Direito do mais fraco
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), declarou guerra à Justiça do Trabalho. "Não deveria nem existir", disse. Maia também chamou os juízes do Trabalho de "irresponsáveis" e acusou as leis trabalhistas pelos 14 milhões de desempregados. O deputado federal gaúcho Assis Melo (PCdoB) vê com medo a possibilidade. "Eu já vi essa discussão há muito tempo no movimento sindical. Queriam acabar com o poder normativo da Justiça do Trabalho. Em que Estado nós estamos? Em que sistema nós vivemos? Se não tivermos a Justiça do Trabalho, para que o Estado garanta o direito do mais fraco achamos que, na correlação de forças entre capital e trabalho, o capital é sempre mais forte que o trabalho , para onde iremos? Vamos negar o papel do Estado? Os outros órgãos podem existir, e a Justiça do Trabalho não pode? O Supremo Tribunal Federal pode existir, outros tribunais podem existir, mas a Justiça do Trabalho não pode? Por que não pode existir a Justiça do Trabalho?", questiona.
Refrigerante proibido
Menores de 14 anos poderão ser proibidos de comprar refrigerante. Projeto de lei do deputado Pastor Eurico (PHS-PE) proíbe a venda de "bebidas gaseificadas, saturadas com dióxido de carbono, obtidas pela dissolução em água potável de suco ou extrato vegetal de sua origem, adicionadas de açúcar, bem como suas versões dietéticas" para menores de 14 anos e prevê multa de 10 salários-mínimos. Segundo ele, os refrigerantes "irritam a mucosa do tubo digestivo, causando pirose, distensão e flatulência. As versões dietéticas, por sua vez, têm grande quantidade de edulcorantes cuja segurança é sempre posta em questão". O parlamentar argumenta que uma criança sem o costume de beber refrigerante provavelmente não adquirirá o hábito.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia