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Porto Alegre, domingo, 19 de março de 2017. Atualizado às 22h22.

Jornal do Comércio

Panorama

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FESTIVAL

Notícia da edição impressa de 20/03/2017. Alterada em 17/03 às 18h22min

FLõ - Festival do Livre Olhar começa amanhã em Porto Alegre

Feminino e hibridismo marcam o FLõ - Festival do Livre Olhar

Feminino e hibridismo marcam o FLõ - Festival do Livre Olhar


FLÕ/DIVULGAÇÃO/JC
Caroline da Silva
Retomando suas atividades em Porto Alegre, tem abertura amanhã mais uma edição do FLõ - Festival do Livre Olhar, evento criado em 2003, apresentando diversas apropriações artísticas do audiovisual e fotografia. Neste ano, algumas atrações serão realizadas ainda em Santa Maria e também pela internet. Outra novidade é a descentralização das atividades em vários espaços culturais da cidade: Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ - Andradas, 736), Galeria La Photo (Travessa da Paz, 44), Espaço Cultural 512 (João Alfredo, 512), Quintal Cultural (Luiz Afonso, 549), Clube da Cultura (Ramiro Barcelos, 1.853) e London Pub (José do Patrocínio, 964).
O festival tem uma característica reconhecida de itinerância: já aconteceu em Barcelona, Tóquio e Cuiabá, por exemplo. Desde a primeira edição, na Capital, o evento começou a rodar assim que finalizou na cidade. "De 2003 a 2007, ele era certinho: ocorria aqui e ficava dois anos viajando, depois acontecia de novo", conta Biah Werther, ativista plural do FLõ. Segundo a organizadora do evento, a irregularidade na realização começou em 2008, com muitos convites de locais de fora. Assim as produções pararam em 2011, para a iniciativa ser repensada, já que estava desconstruindo a noção tradicional de festival.
A missão do FLõ é abrir janelas para cineastas, músicos experimentais, artistas contemporâneos e artistas urbanos. Em 2017, além de projetos de todo o Brasil, o público poderá desfrutar de trabalhos do Japão, Espanha e Alemanha. Ainda há conexão com o Uruguai. Serão duas noites de eventos com músicos e artistas visuais do país vizinho, com Caminauta e Tizze. Outro destaque é o show da banda Carne Doce, considerada pela revista Rolling Stone um dos maiores lançamentos do ano passado.
As sessões de cinema acontecerão na Cinemateca Paulo Amorim da Casa de Cultura. Completando 12 anos, a Vinil Filmes, de Florianópolis, oferece oficina, exposição de fotos e mostra de filmes (incluindo a estreia do longa Miragem do porto). As sessões comentadas sobre filmes dirigidos por mulheres de todo o País e filmes que tocam no tema da diversidade de gênero também recheiam a grade cinematográfica, dividindo espaço com Programas de Curtas Selecionados e filmes premiados no festival em sua primeira fase (de 2003 a 2010).
Entre as performances, a atriz Carol Cony trará do Rio de Janeiro o projeto Retratos, e a atriz gaúcha Sissi Venturin abre o evento com Sílica (na abertura, amanhã, 20h, na CCMQ). A ativista Biah diz que 90% dos profissionais que integram a programação são meninas. Ela garante que foi espontâneo: "Não gosto muito de impor temas, é um retrato do momento histórico-cultural. O que é livre olhar? O modo que o festival se apresenta, de um jeito subjetivo, não impositivo, mais intuitivo, acabou levando para que pessoas se sentissem contempladas tendo afinidade com esse verbo".
Na quinta-feira, às 17h, na Galeria La Photo - uma das casas do FLõ que dá espaço a artes visuais, arte urbana, literatura e performance -, Katia Suman conduz o debate O olhar da voz feminina. "Katia tem voz como radialista, como representação social de outras bandeiras e como uma mulher consagrada em um meio de rock'n'roll que é majoritariamente masculino. Esta atração, para mim, vai ser especial, talvez esse dia consiga fazer um resumo do festival", destaca a organizadora.
O evento é pago por financiamento coletivo e com ingressos populares. Para quem quer participar ativamente e se sentir um artista da turma do FLõ, há 3 oficinas: Performance, Videoclipes e Fotografia Alternativa Pinlux. Mais sobre a programação em www.sympla.com.br/flo.

Ator sem fronteiras

Anselmo Vasconcellos é parceiro do projeto, que começa amanhã
Anselmo Vasconcellos é parceiro do projeto que começa amanhã na Capital
DIVULGAÇÃO/JC
"O legal é os convidados vivenciarem o Festival do Livre Olhar, estarem com a gente por vários dias." A frase da ativista plural do FLõ, Biah Werther, antecipa a participação do ator carioca Anselmo Vasconcellos nesta edição. "Ele tem a cara do festival e é um parceiro antigo do evento." No sábado, às 19h, a sessão de filmes na Sala Eduardo Hirtz leva seu nome, exibindo dois títulos em que está no elenco.
Antes, na quinta-feira, também na Casa de Cultura Mario Quintana, ele começa a ministrar a Oficina Libre, com suas práticas e estudos, aberta a todo tipo de público (inscrições pagas em www.sympla.com.br/flo). Nas áreas de literatura e arte, Vasconcellos lança a obra independente MIA, a holandesa de pés descalços, na sexta-feira, às 20h, na Galeria La Photo. "A ficção aborda a época da repressão, anos 1960/1970. E tem a ver com o festival também, porque é uma publicação costurada, é um livro de artista. Ele tem essa veia, quebra a fronteira do gênero, da idade, da linguagem", afirma a organizadora.
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