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Porto Alegre, domingo, 19 de março de 2017. Atualizado às 22h22.

Jornal do Comércio

Empresas & Negócios

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Com a palavra

Notícia da edição impressa de 20/03/2017. Alterada em 17/03 às 19h16min

HCL foca os funcionários em primeiro lugar

HCL/DIVULGAÇÃO/JC
Carolina Hickmann
A multinacional HCL é líder global em prestação de serviços em Tecnologia da Informação (TI) há 40 anos. Presente em 31 países, seu mote é estar onde o cliente necessitar. No Brasil, tem atuação em Curitiba, Minas Gerais e Rio de Janeiro, além de seu Global Delivery Center, localizado no Tecnosinos, em São Leopoldo. "É uma empresa que possui mais de 100 mil profissionais em todo o mundo", conta a head de operações Brasil e América Latina, Karin Fofonca. A história da HCL teve início na Índia, com oito engenheiros, que largaram seus empregos corporativos por acreditarem em um modelo diferente de trabalho.
Assim, a espinha dorsal da HCL fica por conta de sua filosofia de employee first (funcionários em primeiro lugar), que busca dar voz aos colaboradores, sem critério hierárquico. De acordo com Karin, este pensamento rende economia significativa aos seus clientes, além de fortalecer a relação da empresa com os seus contratados.
O leque de prestação de serviços da HCL é voltado para aplicações, infraestrutura, serviços de engenharia e serviços de processos de negócios (BPO). A presença global permite que os serviços prestados sejam compartilhados. "Se aqui dormimos, existe uma equipe do outro lado do mundo provendo os serviços", lembra a responsável pelas operações. Karin atua na área de Tecnologia da Informação há 35 anos e hoje toma conta das operações da empresa na América Latina. Além disso, faz faculdade de Psicologia, pratica trabalhos voluntários, coordena um grupo de mães, gosta de cozinhar e, aos fins de semana, pratica caminhada e natação. Com essa lista, seria de se acreditar que Karin não tem tempo para o descanso, mas ela garante que sim. Karin relata que mais um Global Delivery Center será inaugurado no País e comenta a HCL dentro da economia global.
Empresas & Negócios - Como a recessão brasileira influenciou o desempenho da HCL em 2016?
Karin Fofonca - Não há como não sentir o impacto, mas ele acaba não tendo um grande reflexo, já que as empresas, em sua grande maioria, têm presença global. O inverso ocorreu na crise de 2008, quando estávamos muito bem na América Latina, e o aquecimento da economia local gerou um impulso. Atualmente, atuamos junto a companhias que estão posicionadas globalmente e continuam mantendo aquecido o ritmo de negócios por aqui.
Empresas & Negócios - O relatório Focus tem previsto que o dólar fique em torno de R$ 3,40. Qual o impacto disso nas receitas?
Karin - Como trabalhamos convertendo as nossas receitas para dólares, acaba dando uma reduzida. Em termos de custo, há uma representatividade menor em dólar, o que faz com que não haja um impacto acentuado, mas uma manutenção. Claro, enfrentamos períodos em que a moeda norte-americana estava a R$ 2,18, mas a HCL trabalha com uma taxa cambial média por prevermos essas questões.
Empresas & Negócios - E quais são as perspectivas para este ano?
Karin - Iniciamos o ano com a possibilidade de fechamento de mais negócios de presença global. Não paramos de crescer. Hoje, contamos com 500 profissionais atuando no Brasil, e esse número só aumenta. No Paraná, por exemplo, tínhamos atuação no ambiente do cliente, que é um dos nossos modelos, e agora, por uma expansão, abriremos um global delivery center em Curitiba, um escritório HCL que comportará 15 equipes.
Empresas & Negócios - Como funciona a política de valorização dos funcionários aplicada pela HCL?
Karin - A HCL, desde a sua fundação, tem por filosofia o incentivo ao empreendedorismo. Não é porque o profissional atua em uma empresa que ele não pode desenvolver o seu lado empreendedor. Existem mecanismos na HCL que incentivam o profissional a dar as suas sugestões. Ninguém melhor do que um profissional que está na ponta, atento à realidade do cliente, para perceber o que pode ser ofertado e trazer ganhos para aquela empresa. Trabalhamos com o conceito de empoderamento dos profissionais, criando mecanismos que permitem desde o lançamento de ideias até a sugestão, por parte das equipes, de projetos voltados a melhorias para os seus processos.
Empresas & Negócios - Como isso pode ser traduzido em números?
Karin - Já registramos economia paras clientes US$ 300 mil até US$ 1 milhão. São ganhos traduzidos não só financeiramente, mas também em processos e em vários outros aspectos. Existem ferramentas que incentivam a criação de soluções, que podem auxiliar tanto internamente como também ser compartilhadas com clientes. Olhar para o cliente com o pensamento de que talvez um serviço que ele seja especialista possa ser traduzido em produto. Soluções como esta empoderam um profissional. Na HCL, não existe a hierarquia, no sentido de que o profissional da linha de frente não possa transmitir ideias a um nível hierárquico mais elevado.
Empresas & Negócios - Treinamento e qualificação fazem parte da estratégia?
Karin - Também trabalhamos com e-learning. O funcionário, seja da área técnica ou de processos e negócios, está em constante treinamento. A participação dele acaba contando na sua avaliação de performance. Assim temos profissionais mais satisfeitos e mais maduros, que vão passar aos nossos clientes um serviço de maior qualidade.
Empresas & Negócios - Outras empresas deveriam empregar esse conceito?
Karin - Vem muito da questão de experiência, está ligado ao DNA da empresa. O nosso presidente sempre foi movido por essa questão de empreendedorismo. A HCL nasceu em uma garagem entre oito colegas da área da Engenharia. Isso é intrínseco. Entendo que outras empresas também têm seus caminhos para o empoderamento de seus profissionais. O que posso falar hoje é sobre a HCL, e isso é do nosso DNA.
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