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Porto Alegre, domingo, 12 de fevereiro de 2017. Atualizado às 21h38.

Jornal do Comércio

Colunas

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Roberto Brenol Andrade

Palavra do Leitor

Notícia da edição impressa de 13/02/2017. Alterada em 12/02 às 22h21min

Madre de Deus

O colunista Fernando Albrecht, do Jornal do Comércio, citou a Mãe de Deus como a real padroeira de Porto Alegre, e não Nossa Senhora dos Navegantes, no que está certo. Tem-se como data da fundação de Porto Alegre o dia 26 de março de 1772, por ser a data do primeiro documento que formalizou juridicamente uma comunidade no antigo Porto dos Casais. Esse documento é um "edital" do então bispo do Rio de Janeiro (cuja jurisdição vinha até aqui), Dom Frei Antônio do Desterro, criando a Freguesia de São Francisco do Porto dos Casais. São Francisco era o nome da primeira capelinha construída no Porto dos Casais. Essa imagem de São Francisco está conservada no Museu da Catedral. Assim, a primeira paróquia da depois cidade de Porto Alegre tinha como padroeiro São Francisco. Em 18 de janeiro de 1773, entretanto, o mesmo bispo determinou que o então patrono São Francisco fosse substituído pela Mãe de Deus, com esse título (na época se dizia "Madre de Deus"). Havia o costume de denominar paróquias com o nome de membros da Família Real. Assim, a Freguesia do Porto dos Casais passou a ter como padroeira Maria, Mãe de Deus, porque Maria era o nome da princesa filha de Dom José I, rei de Portugal. Essa Maria, quando se tornou Rainha, foi Maria I ("A Louca"), mãe de Dom João VI. A princesa seria muito devota de Maria sob esse título de Mãe de Deus. Hoje denominamos paróquia o que então era chamado de freguesia. Freguesia porque congregava os fregueses (freguês vem do Latim filius gregis, filho da grei, filho do rebanho). Em castelhano se diz feligreses. Interessante sobre o assunto o livro do monsenhor João Maria Balém intitulado A primeira paróquia de Porto Alegre - 1772 - 1940. (Alexandre Henrique Gruszynski)
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