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Porto Alegre, quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017. Atualizado às 15h10.

Jornal do Comércio

Panorama

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CINEMA

Notícia da edição impressa de 16/02/2017. Alterada em 16/02 às 16h11min

Destaques reais do Oscar 2017

Ricardo Gruner
Na segunda-feira de Carnaval, um dia após a cerimônia de entrega do Oscar, cinéfilos estarão discutindo as estatuetas que levaram (ou deixaram de levar) La la Land, Moonlight, Manchester à beira-mar, Estrelas além do tempo e outros filmes de ficção badalados. Entre os vencedores, no entanto, estará também um representante de uma vertente menos comercial (e menos vista): melhor documentário em longa-metragem.
Três dos títulos que concorrem à láurea estão disponíveis ao público em DVD ou streaming. A partir de hoje, com a estreia de Eu não sou seu negro nos cinemas de Porto Alegre, é possível apreciar uma das produções na sala escura também. Confira a seguir quais são os documentários indicados e como assisti-los.

Life, animated

É o único dos concorrentes que ainda não está disponível por aqui - e nem tem previsão de estreia. O trabalho de Roger Ross Williams destaca Owen Suskind, menino autista que por anos ficou sem falar. A família começou a tratá-lo com uma imersão nos filmes da Disney - pelos quais ele era fascinado. Quando os pais viram a possibilidade de se comunicar através de diálogos retirados das animações, o garoto se reconectou. Chamado de terapia por afinidade, o método despertou interesse de neurocientistas.

O. J. Made in America


ESPN/DIVULGAÇÃO/JC
O documentário de quase oito horas de duração é dividido em cinco partes. O material está disponível para streaming pelo serviço Watch ESPN - aplicativo ao qual os assinantes dos canais ESPN têm direito.
O trabalho se dedica à trajetória de O. J. Simpson., célebre jogador de futebol americano acusado de dois assassinatos. A abordagem, entretanto, vai além do esporte ou dos crimes. Ambicioso, o projeto utiliza a figura do atleta para discorrer sobre elementos que marcaram a sociedade americana nas últimas cinco décadas. Entram em pauta as tensões raciais, o culto à celebridade, a espetacularização midiática e os caminhos da justiça criminal. No caso do julgamento de O. J., tudo se mistura.
Com direção de Ezra Edelman, o longuíssima-metragem recebeu uma série de prêmios ao redor do mundo. A mesma história também inspirou a série de ficção O povo contra O. J. Simpson, disponível na Netflix.

Fogo no mar


IMOVISION/DIVULGAÇÃO/JC
Disponível em DVD e em serviços como Now e Google Play, foi o vencedor do Urso de Ouro no Festival de Berlim de 2016. O documentário de Gianfranco Rosi destaca a vida em Lampedusa, ilha na costa Sul da Itália. O local é o primeiro porto de escala para milhares de imigrantes que saem da África ou do Oriente Médio em busca de melhores condições de vida na Europa.
Ao contrário do que se pode imaginar, o tom do filme não é tão urgente quanto o assunto em questão. Com fotografia refinada e em marcha lenta, a produção alterna o foco entre a chegada de imigrantes e a vida de um garoto local, pertencente a uma família de pescadores.
 

A 13ª emenda


NETFLIX/DIVULGAÇÃO/JC
Vencedor do Bafta de melhor documentário no domingo passado, o longa-metragem da diretora Ava DuVernay é o favorito ao Oscar. Disponível na Netflix, o projeto discute a exceção em um trecho da 13ª emenda da Constituição norte-americana: "Não haverá, nos Estados Unidos ou em qualquer lugar sujeito a sua jurisdição, nem escravidão, nem trabalhos forçados, salvo como punição de um crime pelo qual o réu tenha sido devidamente condenado".
Conforme alguns dos assustadores dados apresentados no filme, hoje há mais afro-americanos sob supervisão do que como escravos na metade do século XVIII. Ao abordar estes elos, o documentário destaca as gritantes diferenças no tratamento de brancos e negros no país e o lucro das corporações privadas a partir da punição de seres humanos.
 

Eu não sou seu negro


IMOVISION/DIVULGAÇÃO/JC
Em cartaz na capital gaúcha, o longa-metragem tem ponto de partida no livro inacabado Remember this house. O trabalho começou a ser escrito em 1979 por James Baldwin (na foto), que se debruçou sobre as vidas e os assassinatos de três ativistas pelos direitos civis nos Estados Unidos: Medgar Evers, Malcom X e Marthin Luther King Jr.. Com a morte do autor, o material foi confiado ao diretor da obra, Raoul Peck - também envolvido com ativismo. Como resultado, o cineasta apresenta um trabalho que busca refletir sobre o que é ser negro no país - apontando que as demandas continuam as mesmas décadas depois dos movimentos dos anos 1960. Narrada pelo ator Samuel L. Jackson, a produção venceu o Prêmio do Júri Popular no Festival de Toronto, entre outros destaques.
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