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Porto Alegre, domingo, 19 de março de 2017. Atualizado às 22h22.

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Notícia da edição impressa de 20/03/2017. Alterada em 17/03 às 19h17min

Orquestra Estudantil Areal, da plateia para os palcos

FLAVIO NEVES/DIVULGAÇÃO/JC
Nicole Feijó
Em 1972, o mês de março inspirou Tom Jobim a compor uma das canções mais famosas do País, Águas de março, que chegou a render versões na língua inglesa. 42 anos depois, a letra do compositor fazia parte do repertório da Orquestra Estudantil Areal, da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Areal, localizada na Pelotas.
Criada em 2014 com incentivo do governo do Estado e coordenada pela professora de música Lys Ferreira, a orquestra, que é uma atividade extraclasse, conta com a participação de 25 alunos. A partir da 4ª série do Ensino Fundamental, os estudantes da escola, dentro da disciplina de artes, iniciam o estudo da música, desde a sua história até a leitura de partituras e o contato com a flauta doce. Ao chegarem a 6ª série, as teorias e atividades dentro do cronograma da disciplina continuam, mas os estudantes têm a oportunidade de integrar a orquestra. Clara Lamonaca, estudante da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel), Anay Dominguez, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense (Ifsul), Marcelo Valente e Yuri Barbosa, também professores da escola, auxiliam Lyz durante as aulas e apresentações do grupo.
Entre os instrumentos que compõem a orquestra estão: violino, viola, violoncelo, teclado, violão, percussão, flauta, saxofone e clarinete. Durante a semana, acontecem dois encontros, sendo um para ensino de instrumentos e outro para ensaio. As aulas ocorrem em grupos heterogêneos que reúnem, por exemplo, os estudantes que optaram por violão e guitarra ou percussão e bateria. A professora de música conta que, ao lançarem a orquestra, os alunos não tinham conhecimento da existência de alguns instrumentos, por isso os mais populares entre os estudantes eram violão, guitarra e bateria.
Ainda assim, com o passar do tempo e as apresentações do grupo dentro do ambiente escolar, outros nem tão comuns, como viola e violoncelo, passaram a chamar a atenção das crianças e jovens. Para Lyz, o interesse é formado, assim como o gosto musical e pela arte. "Às vezes, a criança não sabia que gostava de tocar determinado instrumento, apenas imagina que é bom, mas no momento em que começa a manusear ele, percebe a grandiosidade envolvida nisso", garante a coordenadora da orquestra. De Guns N' Roses à Legião Urbana, o repertório é organizado com a propósito de ser o mais democrático possível. "Além da música de câmara e de concerto, expandimos para a música popular, sempre com um arranjo específico para a orquestra, com a proposta de ser um repertório atrativo para o jovem", explica Lyz.
Além das atividades realizadas dentro da instituição de ensino, os jovens já participaram de eventos da cidade como Fenadoce, Feira do Livro e Expofeira. Em 2015, assistiram a concertos do Festival Internacional Sesc de Música e, no início deste ano, por intermédio de Luis Fernando Parada, gerente da unidade do Sesc de Pelotas, participaram do evento pela primeira vez como inscritos. Durante as duas semanas de festival, realizaram três apresentações: em um shopping da cidade, na Igreja São José e no Hospital São Francisco de Paula. A preparação para estes momentos ficou por conta de Gian Veiga, músico da Ospa, convidado a atender os alunos e, durante uma semana, passar a eles noções técnicas dos instrumentos.
De acordo com a professora, o objetivo da orquestra é, antes do desenvolvimento de músico profissionais que ocupem vagas em orquestras famosas, a formação de público na sociedade e mostrar as crianças e jovens referências que possibilitem que eles tenham critério ao avaliar o que estão consumindo como arte e música. Apesar disso, o dia a dia com a orquestra desperta em alguns alunos a vontade de seguir carreira musical, como no caso de Eduarda Cortez, aluna do 1º ano do Ensino Médio e integrante do grupo desde o começo. "Tenho muita vontade de estudar fora do Brasil, tocar em outras orquestras", afirma ela, que iniciou a musicalização com flauta doce e, depois, por influência da mãe, experimentou e se apaixonou pelo violino.
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