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Porto Alegre, quarta-feira, 11 de janeiro de 2017. Atualizado às 21h34.

Jornal do Comércio

Política

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Governo do Estado

Notícia da edição impressa de 12/01/2017. Alterada em 11/01 às 21h47min

Piratini debate piso regional com as centrais sindicais

Representantes de centrais sindicais se reuniram com secretários

Representantes de centrais sindicais se reuniram com secretários


DIVULGAÇÃO/JC
Marcus Meneghetti
Os secretários do Trabalho e Desenvolvimento Social, Ayres Apolinário (PSB), de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Fábio Branco (PMDB), e de Planejamento e Desenvolvimento Regional, José Oltramari, esperavam receber tanto representantes das entidades patronais quanto das centrais sindicais, ontem à tarde, para começar as negociações do índice de reajuste do salário-mínimo regional. Entretanto, os empresários não compareceram.
Os três titulares - que compõem a comissão designada pelo governador José Ivo Sartori (PMDB) para intermediar as discussões - devem se reunir com as lideranças do empresariado na semana que vem. O presidente da Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul (Fecomércio), Luiz Carlos Bohn, justificou a ausência dos empresários na reunião de ontem, argumentando que propuseram outro método, com encontros separados entre o governo e cada uma das partes.
"Acreditamos que o método utilizado no ano passado, reunindo os empresários e sindicalistas na mesma mesa, se mostrou ineficiente e demorado. Por isso, sugerimos que apresentemos nossa proposta aos secretários, eles (trabalhadores) apresentam a deles, e o governo arbitra no final", propôs Bohn.
De qualquer forma, no encontro de ontem, na sede da Secretaria do Trabalho, as centrais sindicais apresentaram sua proposta de reposição. Na mesa de negociações, o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Guiomar Vidor, defendeu um reajuste de 10,45% para 2017. Ele sustentou que a atual proposta foi baseada no percentual concedido em 2016.
No ano passado, depois de não chegar a um consenso nas mediações entre as partes, o governo concedeu 9,61% de reajuste - abaixo da inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que acumulou 11,38% (de janeiro a dezembro de 2015). Na ocasião, as centrais sindicais pediam a reposição da inflação, enquanto os empresários defendiam reajuste zero.
"Em 2016, o índice apresentado pelo governo foi uma média ponderada de todos os acordos coletivos feitos em 2015. Neste ano, seguimos o mesmo critério: o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) calculou a média ponderada dos acordos coletivos de 2016, que deu 8,8%. Estamos pedindo esse valor mais os 1,52% referente ao índice que faltou para completar a inflação do ano passado", explicou Vidor.
Segundo o interino da pasta do Trabalho - que assumiu a vaga do ex-secretário Catarina Paladini (PSB), depois que Catarina reassumiu a cadeira no Parlamento do correligionário Miki Breier, eleito prefeito de Cachoeirinha -, "a intenção do governo é tentar um consenso entre as duas partes".
Entretanto deve ser difícil chegar a algum acordo, porque, como garantiu Bohn, "as entidades ainda não têm uma proposta fechada, mas o que sabemos é que não poderemos conceder o INPC". O índice que mede a inflação acumulou 7,38% nos últimos 12 meses.
"Não havendo acordo, vamos nos manifestar depois de analisar os dados apresentados por empresários e trabalhadores. Queremos apresentar um índice ao governador até o final de janeiro, para que ele envie para a Assembleia Legislativa", disse Apolinário.
O salário-mínimo regional, criado em 2000, durante o governo de Olívio Dutra (PT, 1999-2002), contempla cinco faixas salariais, que atualmente variam de R$ 1.103,66 a R$ 1.398,65.
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