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Porto Alegre, domingo, 01 de janeiro de 2017. Atualizado às 18h53.

Jornal do Comércio

Política

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Prefeitura de Porto Alegre

01/01/2017 - 19h16min. Alterada em 01/01 às 19h55min

Marchezan prega ação voltada ao interesse coletivo

Marchezan fez seu primeiro discurso como prefeito de Porto Alegre neste domingo

Marchezan fez seu primeiro discurso como prefeito de Porto Alegre neste domingo


Marcelo G. Ribeiro/JC
Patrícia Comunello
Nelson Marchezan Júnior (PSDB) já é o prefeito de Porto Alegre. Em seu primeiro discurso como prefeito, o mais jovem que já assumiu o posto, Marchezan preveniu que o foco das ações não está dentro das estruturas do governo e da própria Câmara de Vereadores, palco da posse na tarde deste domingo (1), em Porto Alegre. O tucano pregou que a capacidade de ação deve estar focada no lado de fora, onde está "a vida real". O agora prefeito, aos 45 anos, também garantiu que projetos e iniciativas que estão em vigor e que mostraram resultados. 
No final do dia, o tucano recebeu o cargo em ato de transmissão feito pelo prefeito que sai José Fortunati (PDT), no Largo Glenio Peres, Centro Histórico da Capital. Na Câmara, o agora prefeito abriu a manifestação avisando que deixaria de lado o discurso que havia preparado, e passou a falar de improviso. Marchezan lembrou que, a cada quatro anos, renova-se a esperança, vinculando com o governo que começa. O tucano aproveitou para inserir os vereadores que foram também empossados na mensagem para o futuro. Além disso, o prefeito apontou que a disputa da eleição ajudou no seu amadurecimento, seja no confronto com adversários - citou Luciana Genro, derrotada pelo PSOL - e na busca de "uma vida melhor aos porto-alegrenses".
"Me permita dizer que não é aqui que está a vida real. Espero que nossas atividades burocráticas, regimentais, partidárias, ideológicas, jamais retirem a capacidade de intervir no que ocorre lá fora, na vida real", provocou o prefeito estreante. "Estamos dispostos a caminhar ao lado dos senhores (vereadores). Estarei junto se estiver em linha com o interesse público", condicionou.
Boa parte do discurso foi usado para alertar para a necessidade de mudança na atuação de segmentos corporativos - públicos e privados, sindicais e partidários na relação com interesses coletivos. O tucano chegou a sugerir que nem sempre o interesse de partidos, sindicatos e até segmentos empresariais atende à dimensão coletiva. E ainda advertiu que a transformação da cidade é "de responsabilidade de cada morador".   
Sobre a atual estrutura e programas, o tucano garantiu que o que implantado e gerou benefício público será mantido e prolongado. "Tudo que foi plantado e gerou benefício público será regado, utilizado, ampliado e muito bem tratado", definiu o prefeito. Ao comentar a crise econômica, com reflexos na situação financeira do município, Marchezan avalia que há uma face que gera oportunidade.
Sobre temas que vão pautar os primeiros dias, a questão de arrecadação e pagamento de despesas como folha do funcionalismo, o tucano evitou emitir opinião sobre atrasos em pagamento. "Se o prefeito que sai atrasa salário e adianta receita (caso do desconto do polêmico IPTU), há grande risco, sim, da possibilidade de atrasar salários." Sobre o tamanho do déficit orçamentário, Marchezan disse que avaliou apenas a situação para 2017 e que vai adotar medidas ainda nesta semana para se adequar. A respeito da gestão de 2016 e pendências, o prefeito disse que fará análise "simples e objetiva para apresentação de números e menu de soluções". "Mas como já disse não serão soluções fáceis, mas reais."
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