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Porto Alegre, segunda-feira, 30 de janeiro de 2017. Atualizado às 21h45.

Jornal do Comércio

Opinião

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Artigo

Notícia da edição impressa de 31/01/2017. Alterada em 30/01 às 21h27min

Nossa cultura, nosso estilo de vida

Osvaldo Padilha
Assistindo o filme Caçadores de Obras Primas, as seguintes palavras me chamaram a atenção: "num mundo com tanta gente morrendo, quem liga para a arte". Estão errados, porque é exatamente por ela que lutamos. Nossa cultura, estilo de vida. Você pode dizimar uma geração de pessoas, pode reduzir suas casas a cinzas que, de alguma forma, elas ainda voltam. Mas se destruir suas realizações, história, é como se nunca tivessem existido, são cinzas flutuando, não podemos permitir.
E aí me vem a lembrança dos bondes que o prefeito Thompson Flores deu fim, o Minizoo da Redenção que estava lá a maior parte de minha vida e que o prefeito José Fortunati (PDT) terminou, os barquinhos da Redenção, o aluguel de bicicletas... Os trens de passageiros não sei que outro político extinguiu. O agito da avenida Osvaldo Aranha que outro político acabou, juntamente com o Escaler e Cia. que o PT terminou. O Museu Júlio de Castilhos, que nunca mais encontrei aberto. O Mercado Livre, ali nas docas. O saudoso auditório Araújo Vianna com sua atmosfera ímpar, onde se podia assistir a shows vendo as estrelas, acabou na gestão do prefeito turista.
Foram-se os Eucaliptos e o Olímpico. Enfim, tantas outras coisas de nossa cidade e de nossas vidas se foram, parte da nossa história terminou por causa de políticos inconsequentes a serviço do empresariado. Agora vai-se também o nosso Jardim Botânico, privando toda uma comunidade do que foi e que significa para nosso ecossistema, lazer e educação ambiental. A Corag, bem ou mal, registrava no papel todos os atos dos governos no Estado, escrevia a história, diferentemente do que a dependência inteiramente da internet. Agora só se vai tomar conhecimento dos atos do governo pela internet, ou seja, quem tiver internet.
Como temos visto, nossos políticos mal entram, já botam defeito e acabam com tudo que, bem ou mal, representava a história viva da sociedade. O governo do Estado foi insensível às necessidades da população, botou a culpa da falta de dinheiro nas fundações. Acabaram-se. Doravante, no que for preciso, contratarão serviço privado, prestigiando o poder de exploração que tem o empresariado junto ao povo.
Encareceram nosso viver em nome do aperto financeiro do cada vez mais mal administrado bem público. E assim, quem pode vai para a Europa ver a história conservada. Estamos na geração do "lá existia, acabaram".
Advogado
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