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Porto Alegre, domingo, 08 de janeiro de 2017. Atualizado às 21h26.

Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Notícia da edição impressa de 09/01/2017. Alterada em 08/01 às 21h22min

O desafio de resolver a coleta e a separação do lixo

O prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior (PSDB), assumiu o comando da administração municipal há pouco mais de uma semana. Priorizou, neste momento inicial, o diagnóstico das contas públicas e o encaminhamento de medidas para minimizar um possível déficit orçamentário em 2017.
Paralelamente, tratou de articular uma reestruturação nas secretarias municipais, a fim de reduzi-las a 15 pastas, além de departamentos e empresas. Conquistou a aprovação da mudança na Câmara de Vereadores, depois de uma conturbada sessão extraordinária.
Isso é uma mostra de que enfrentará muitos desafios pela frente. O prefeito já reforçou que a prioridade é melhorar os serviços em saúde, segurança e educação. É medida correta. Contudo, cabe observar que, pouco a pouco, a nova gestão terá de enfrentar os problemas pontuais, do dia a dia, como o buraco de rua, a sinalização das vias, os bueiros entupidos...
Neste aspecto, um dos temas que é de responsabilidade da prefeitura e que terá de ser, necessariamente, estudado e melhorado é a coleta, a separação e a destinação do lixo em Porto Alegre. A começar pelos bairros onde estão instalados os contêineres.
Esses recipientes foram colocados para receber exclusivamente resíduos orgânicos. Entretanto, basta abrir qualquer um desses equipamentos ou mesmo prestar atenção ao barulho de vidros quebrados quando o conteúdo é despejado nos caminhões para ver que, invariavelmente, há ali lixo seco: garrafas de vidro e PET, latas de alumínio, caixas de papelão, papéis.
Evidentemente, a população tem sua parcela de culpa, ao não separar o lixo e depositar ali o material reciclável. Entretanto, comumente, moradores se dão ao trabalho de separar o lixo, colocando os sacos com os resíduos recicláveis na rua apenas no dia e na hora da coleta seletiva.
Muitos colocam esse material no leito da rua, junto à calçada, bem ao lado dos contêineres de lixo orgânico. Outros, perto de postes, canteiros ou árvores, na calçada. E nem sempre a coleta é bem-sucedida.
Não raro, catadores de material reciclável chegam antes, abrem os sacos e retiram o lixo seco mais valioso. Pior é que, ao passar rápido pelas ruas da coleta, em alguns casos, os trabalhadores da coleta seletiva contratada pela prefeitura ignoram o material que ficou fora dos sacos, deixando para trás um rastro de lixo seco esparramado pelas vias e pelo passeio público.
Ninguém gosta de ter um contêiner de lixo em frente à sua casa ou negócio. Agora, imagine-se a frustração de um morador que, depois de ter separado e armazenado o lixo seco por dois ou três dias em sua casa, depara-se com todo aquele material espalhado pelo chão, misturado a outros dejetos.
Essa cena é suficiente para exemplificar que o problema de separação e coleta do lixo em Porto Alegre não é só dos moradores. O poder público precisa avançar e muito. Pode-se melhorar a coleta, com um trabalho mais pontual, e criar recipientes para armazenar lixo seco, é possível investir mais em educação ambiental, fazer parcerias com clubes, empresas e escolas. Enfim, as possibilidades existem. Falta planejamento e execução.
A capital gaúcha é pioneira na coleta seletiva, já são 27 anos. Mas é preciso avançar. Não é só uma questão ambiental - qualquer lixo gerado em Porto Alegre que não é reciclado viaja quase 100 quilômetros para ter como destino final o aterro sanitário no município de Minas do Leão. É também uma questão social e econômica: o lixo reciclável gera emprego e renda para os trabalhadores dos galpões de triagem.
 
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